Tradição, família e propriedade
Danusia R. @ 2.7.2007 @ Falando sério, Provocações @
Às vezes me sinto meio parte da TFP. Exagero, claro, já que voto no Lula e sou PT sim, não tenho religião e odeio capitalismo, mas como eu gosto de dizer por ae… sou old skull. Gosto de algumas coisas daquele jeitão mesmo, tradicional, sem modismos, liberalismos e outros ismos imbecis acoplados. Lendo um dos meus blogues preferidos (vou fazer uma confissão aqui… todos os meus blogues preferidos são blogues-diários: como aspirante a escritora eu gosto de observar as pessoas pelo que elas são e pensam e escrevem e parecem ser), me identifiquei total com o post sobre esses casaizinhos modernosos de século XXI que somam os trapos e farrapos e vão morar juntos. Argh. Sempre abominei essa de morar junto. Quem mora junto ta CASADO, pronto e acabou, mas não é assim que acontece com a maioria dos casais que moram juntos, infelizes pessoas que são. Depois do término do namoro… o que fica? Pra mim morou junto TA USADO, meu, já elvis. Reacionária eu? Meu c*! O que me deixa p*ta é essa falta de compromisso GERAL desse povinho de hoje em dia. Um descaso, um desapego com tudo que simplesmente eu não consigo entender. Acho que sinto demais, deve ser esse o meu problema. Outra coisa que ABOMINO é menor de idade tr*pando aí, como coelhos no cio. Vai tomar no c* e vai ler um livro, animalzinho! Depois esses aborrecentes BURROS ficam aí enchendo o mundo de criança ranhenta perdida na vida, largada pros avós (quando têm sorte) cuidarem ou na mão de babá. Criança é responsabilidade, criança, e se você não aguenta assumir tudo isso… vai beber leite, p*rra! Estou p*ta, p*ta que o pariu. Aí segue o post muito bem escrito pela minha amiga Renatinha, que ta zarpando do Brasil agora e eu queria ir junto com ela, nem que fosse dentro da mala. Poizé, hipermoderna também é tradição! Rá!
[ namorido é o c@#$%¨& ]
Já faz algum tempo eu li na Revista de Domingo do jornal O Globo uma crônica da Martha de Medeiros sobre esse híbrido maldito: o namorido.
ABSOLUTAMENTE RIDÍCULO!!!
Ou você namora,assume isso,ou se casa,e assume isso.Não há classificação pras pessoas que vivem juntas.Ou melhor,há sim (Deus salve o Direito Positivista!): conviventes. Não são casados,mas covivem juntos,debaixo de um mesmo teto.
Namorido é algo tão estranho,tão bizarro.Me parece coisa de gente que vive em cima do muro,não quer assumir compromisso nenhum.Típico de gente que vive com alguém há tempos,chama o outro de marido/esposa,mas bota lá no Orkut (que não mente jamais,jamais),na parte de relacionamentos: “namorando”. Patético.Vive junto,com parceiro,então,meu bem,não namora não,é convivente.Assume logo essa porra pro mundo (ah,claro que não,jamais,porque não é isso que se passa por dentro,nem mesmo é aquilo que se quer de verdade,né?).
Ou assume logo a porra toda,ou abre mão.Eu passei dois anos e oito meses com a mesma pessoa,num sistema meio estranho que eu vivia dizendo que era como um casamento,mas não era.Eu tinha a minha casa,vivia nela,semana sim,semana não.
Nunca vivi na casa de uma outra pessoa,que me ajudou a pagar minhas contas ou assumiu minhas responsabilidades quando eu precisei.Se um dia acontecer isso comigo,eu estarei casada (e falida,sem emprego,sem meios de me manter,porque eu odeio que paguem as minhas contas) com tal pessoa,ou serei convivente,com pacto e tudo mais,juramentado em cartório.Nunca diria por aí que tenho um namorido!Não me prestaria a tal papel que apenas uma pessoa insegura e cega é capaz de se prestar.
Vou tentar achar a tal crônica para reproduzí-la aqui.
Ah,claro,eu só parei para pensar sobre isso porque,às vezes,eu ainda tento buscar respostas para perguntas que certas pessoas nunca se importaram em responder.
P.S.: É,eu tenho sentimentos contraditórios vagando aqui dentro.Muitos.Mas acho que um dia tudo isso vai embora…
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3 Responses to “Tradição, família e propriedade”
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Já fui namorido por 7 anos, o divertido é que a sociedade (incluindo os mais jovens) ficam cobrando “quando vão oficializar a coisa”. Pombas, quer coisa mais oficial do que dividir as contas? Um pedaço de papel vai mudar algo? Mesmo legalmente os direitos e deveres estão lá, passou de dois anos é união estável.
Mas não. Se casar é tudo mais bonito, “mais certo”, como ouvi.
interessante que sempre os que reclamam do meu ponto de vista são homens… coincidência, será? não, não sejamos inocentes! comodismo, é a palavra certa. =) pelo menos vc deixou um comentário mais educado, por isso aprovei. e, sim, casar de papel passado é o correto a se fazer mesmo, se vc realmente procura uma oficialização da relação. porra! se vai morar junto, que pelo menos a lei esteja a teu favor, morar junto é um saco, todo mundo já sabe, aí vc mora junto com alguém e nem está assegurado pela lei? ta loco. é pedir demais. e… é só um papel, afinal de contas, não? então. só um papel. não faz mal pra ninguém.
Queridinha, você se sente as vezes da TFP? Essa associação de extrema direita, conservadora, mais católica que muito padre, defensora da família, da propriedade de da tradição não me sai da cabeça. Eu também me sinto as vezes como ela. Falo coisas que a galera chama de reacionária, extremista, tefepista. Tudo bem, cada um é do jeito que é. Copiei. Mas meu bem, este pula-pula, pega-descarta, prá mim já era. Sem família, nada feito. Aliás, cadê a tfp? Há tempos anda sumida, cê num acha? Andei clicando na net. Achei site remissivo com mapa brasileiro com pomba. Não deve ser deles. Será que alguém dá notícias da galera da tefepe? Paula - Rio