Lições Contemporâneas: O Futuro do Jornalismo Impresso

Fonte: Observatório da Imprensa
Por Alberto Dines em 8 de maio de 2007

A melhor homenagem que se pode prestar a Octavio Frias de Oliveira, neste momento, é começar a discutir o futuro do jornalismo impresso em nosso país.
A contribuição de Frias foi decisiva em 1975, quando a imprensa estava paralisada pela censura e pela autocensura. Ao encampar a tese de Cláudio Abramo de que a distensão política só ocorreria quando os interlocutores perdessem o medo e começassem a falar, deu um passo decisivo em direção da valorização da opinião, do conteúdo e da substância jornalísticas.
Trinta e dois anos depois evidencia-se novamente a necessidade de pegar carona na conjuntura com uma visão mais afirmativa: chegou a hora de discutir o jornalismo impresso sem se importar com o que vai ocorrer nos próximos 32 anos.
Essa lengalenga apocalíptica do fim da imprensa e sua transferência imediata para a virtualidade da internet revela um desconhecimento dos desdobramentos e acomodações do processo histórico. Convém àqueles que não estão interessados em desenvolver os fundamentos originais do jornalismo – mantidos com muita vitalidade e criatividade nas mais importantes publicações do mundo. O jornalismo impresso não foi afetado pelas diferenças idiomáticas e culturais, seus traços essenciais podem ser identificados nos quatro cantos do mundo, testados diariamente nas mais dramáticas circunstâncias.
Os defensores do corte abrupto são na verdade defensores do fim da história, agentes da política de terra arrasada e do voluntarismo tipo “depois de mim, o dilúvio”.

Matriz de inovação
O jornalismo impresso não acabou, está aí, vivo, estruturado e com uma capacidade inesgotável de produzir inovações. Suas desvantagens – quando comparado com a internet (ou à TV pela internet) – são ao mesmo tempo excelentes oportunidades para o exercício do “jornalismo transcendental” mencionado por Bernard-Henry Levy.
A internet, por enquanto, é um sistema de comunicação, formidável arsenal de recursos tecnológicos de busca, transmissão e armazenagem de dados. Não conseguiu produzir um modelo narrativo diferenciado. É uma forma de participação à procura de uma gramática.
Significa que o jornalismo ponto com ainda não existe. Por enquanto, é uma réplica virtual e, de certa forma, improvisada do jornalismo standard, cujos paradigmas vêm sendo consolidados ao longo de 400 anos de trepidações e mudanças.
Algumas gerações de profissionais ainda precisarão percorrer os velhos caminhos do jornalismo tradicional, organizado e orgânico. Algumas gerações de leitores ainda necessitarão do periodismo, aquele breve intervalo entre edições capaz de permitir a sedimentação dos fatos e a compreensão exata dos acontecimentos.
O jornalismo impresso é uma matriz de inovações, ponte entre fases históricas. Ignorar suas enormes possibilidades é um salto no escuro. E um enorme desperdício.

Ai, que delícia. Eu (quase) sempre estou certa. Tapão na cara com luva de pelica pra quem fica ae achando muita coisa dos seus bloguinhos propagadores de fofocas…! Rá! Eu amo o Alberto Dines.

Bill Gates no Brasil

Como é? O Bill Gates está vindo passar uns dias aqui no terceiro mundo? Não, meus caros. A presença dele aqui é financeira. Lógico, né, pela Microsoft! Não, ainda não, meus caros… por outras vias também. O Bill Gates COMPROU uma usina de cana de açucar aqui no Brasil. Onde? Assis, interior de São Paulo, vizinha de minha cidade natal. Por isso o fato me tocou assim… pessoalmente. Ao todo, os norte-americanos já compraram cerca de 40 usinas aqui no Brasil. Agora… adivinha por que? Gasolina, claro. Detendo a própria fabricação do álcool eles não precisam tirar os subsídios dos produtores dos EUA. Sem contar que o álcool de cana de açucar é muito mais barato que o de milho que eles têm por lá. Bill Gates comprou a Usina Nova América, de Assis, cujos antigos proprietários eram a família Rezende Barbosa, tradicional da cidade (um dos membros é parente direto de Antonio Cândido, o pintor). Em minha cidade a família rica e famosa, dona da Usina São Luiz, é a Quagliato - que possui parentesco com uns reis e rainhas lá da Europa (o país eu não lembro). To longe de simpatizar com essas famílias latifundiárias, que botam os coitados dos bóias-frias pra trabalhar como quase escravos, embaixo de sol, chuva, frio de zero graus, com folgas - e olha lá - apenas aos domingos. Mas… deixar essas usinas nas mãos de norte-americanos tampouco me agrada. Imagino o que eles não estarão fazendo com o álcool daqui alguns anos, quando a gasolina se tornar realmente inviável.

Elefante II

Massacre at Virginia Tech
Fonte: CNN

BLACKSBURG, Virginia (CNN) - The gunman who killed 30 people at Virginia Tech’s Norris Hall before turning the gun on himself was student Cho Seung-hui, university police Chief Wendell Flinchum said Tuesday.
University officials said they were still trying to determine whether Cho was responsible for an earlier shooting at a dormitory that left two dead.
Authorities are still investigating whether Cho had any accomplices in planning or executing Monday’s rampage, Col. Steven Flaherty of the Virginia State Police said.
“It certainly is reasonable for us to assume that Cho was the shooter in both places, but we don’t have the evidence to take us there at this particular point in time,” Flaherty said.
Cho, a 23-year-old South Korean and resident alien, lived at the university’s Harper Hall, Flinchum said. He was an English major, the chief said.
Cho was a loner and authorities are having a hard time finding information about him, said Harry Hincker, associate vice president for university relations.
A department of Homeland Security official said Cho came to the United States in 1992, through Detroit, Michigan. He had lawful permanent residence, via his parents, and renewed his green card in October 2003, the official said.
His residence was listed as Centreville, Virginia, a suburb of Washington, D.C.

RightWingStuff (whathahell?)

To all my readers in other countries: please, don’t worry, I AM NOT A PRO-BUSH person, I’m exactly the opposite of it (I despise him). This post is about the service Blog Ad Swap - that I believe, is making some mistakes when linking one blog to another.

Quando fiz minha inscrição no Blog Ad Swap, não pensei que linques para o hipermoderna.net iam aparecer em sites como isto aqui. QUE NOJO! Eu já tinha notado que alguns banners que apareciam lá embaixo lincavam para blogues pró-Bush. O que eu estranho é que, depois disso, desabilitei blogues com conteúdo polí­tico para aparecerem aqui, assim como os blogues de conteúdo polí­tico iam passar a não mostrar meu banner também (teoricamente, a seleção é recí­proca: escolhi para aparecer em blogues de humor, moda e fotografia, assim como só blogues relacionados a esses assuntos poderiam aparecer no meu). Mas eu não contei com a astúcia dos caras. O CafePress vende produtos que você cria. Você pode vender o que quiser lá. E, sendo assim, esse linque no qual apareci figura como “moda”, porque vende camisetas, apesar de ser um site de propaganda polí­tica. E olha o tipinho da propaganda: Give War a Chance e Us out of Iraq and into Iran! Praticamente inacreditável. Brincadeira ou não, esse tipo de propaganda me ofende como brasileira, como mulher, como parte do terceiro mundo que sou também. Vou fazer uma reclamação no Blog Ad Swap, tem gente enganando o sistema para aparecer em mais tipos de linques, e se eles não tomarem uma providência vou ser forçada a deixar o serviço. E falar mal dele publicamente, claro, onde já se viu?

IRAQ: Saddam Better for Women

Fonte: IPS News
Autor: Sanjay Suri

Women were far better off under former Iraq dictator Saddam Hussein, a women’s group has found after an extensive survey in Iraq.

Under the previous dictator regime, the basic rights for women were enshrined in the constitution,” Houzan Mahmoud from the Organization of Women’s Freedom in Iraq told IPS in an interview. The group is a sister organization of MADRE, an international women’s rights group.

Health Care in Iraq Was Better Under Saddam Hussein

Fonte: AlterNet
Autor: Pratap Chatterjee

Almost four years after the toppling of Saddam Hussein, Iraq’s healthcare system is still a shambles. Dozens of incomplete clinics and warehoused equipment are a testament to the failed U.S. experiment to reconstruct Iraq.

The convoy of flat-bed trucks picked up its cargo at Baghdad International Airport last spring and sped north-west, stacked-high with crates of expensive medical equipment. From bilirubinmeters and hematology analyzers to infant incubators and dental appliances, the equipment had been ordered to help Iraq shore up a disintegrating health care system. But instead of being delivered to 150 brand-new Primary Health Care centers (PHCs) as originally planned, the Eagle Global Logistics vehicles were directed to drop them off at a storage warehouse in Abu Ghraib.

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