O que a revista inVeja aprontou para este ano?

Veja Lixo Não, essa é praticamente inacreditável. A que ponto os “jornalistas” da revista Veja chegam… “chutando cachorro morto” como bem disse o Petta, tentando denegrir a imagem do maior revolucionário da América Latina e, ainda nos dias de hoje, símbolo da luta pelo socialismo. Olha o absurdo da manchete da revista: “Che, a farsa do herói: Verdades inconvenientes sobre o mito do guerrilheiro altruísta, quarenta anos depois de sua morte”. Farsa? Verdades inconvenientes? E no texto de abertura descrevem Che como “el chancho” (o porco) que, segundo a Veja, era como Che era conhecido pelos colegas porque não gostava de tomar banho e tinha cheiro de rim fervido. ABSURDO! A revista Veja é tão RIDÍCULA e mal intensionada, tão repleta de atitudes baixas e irracionais… como uma criança que não sabe como revidar a provocação alheia e chama o outro de “feio”. Esse é o “jornalismo” feito pela revista Veja. Lixo, puro lixo, é inacreditável e inaceitável que nos dias de hoje ainda seja feito um jornalismo baixo como esse, cheio de preconceitos e estereótipos e… inútil. Porque, convenhamos, não vai ser uma edição dessa revisteca de meia tigela que vai acabar com a influência de Che Guevara no pensamento socialista de hoje em dia, nem vai fazer suas camisetas venderem menos (a camiseta com a estampa do Guevara é a mais vendida no mundo, segundo… fontes que não me lembro agora), nem vai deixar de cativar os jovens e incentivá-los a conhecer mais sobre a vida e o pensamento dessa pessoa fantástica e única que foi Che Guevara. Fico imaginando quão mais baixo a revista Veja vai conseguir chegar. Porque ela consegue, ah, consegue sim. Deprimente.

Malditos tucanos

Vai, São Paulo, vota no Serra. Os cansados devem estar saltitando de felicidade agora. Tão deprimente.

As privatizações voltam a ocupar a cena no estado de São Paulo. Matéria divulgada pelo jornal Valor Econômico, revela que o governador José Serra iniciou processo de contratação de instituições financeiras para assessorar o governo no levantamento patrimonial de 18 estatais paulistas.

Realizou-se uma divisão prévia das estatais em três grandes grupos, segundo o potencial de venda e valor de mercado. O banco Nossa Caixa, a Sabesp e a empresa de energia elétrica Cesp estão no grupo de ouro. Só com essas empresas estima-se a arrecadação de 25 bilhões de reais na venda. No segundo grupo aparecem empresas como o Metrô e a Companhia de Trens Metropolitanos – CPTM. Por último, estão empresas desimportantes como a Companhia de Tecnologia de saneamento Ambiental - Cetesb, a Imprensa Oficial do Estado de SP e a Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos - EMTU/SP.

Serra vai retirando a sua roupagem de desenvolvimentista, vestida na campanha, e escancara o seu verdadeiro e único projeto: o neoliberal. Ele está comprometido com a privatização do estado, a condução monetarista da economia e subserviência à iniciativa privada, em especial, de capital estrangeiro. Em sua maioria, foram bancos estrangeiros que depositaram propostas para ganhar o contrato de levantamento do preço das estatais.

Os movimentos sociais, os políticos sérios e a sociedade civil paulista devem estar prontos para se contrapor a tal projeto. Empresas lucrativas e de respeito, não podem ser vendidas para satisfazer a sanha privatista de tucanos e da iniciativa privada.

Agora… imagina o METRÔ privatizado! Os trens privatizados! A Nossa Caixa privatizada! A exemplo do Banespa… alguém aí acha que o serviço prestado pelo Santander é melhor que o do Banespa? E a Telefônica, então? É bom que haja uma reação à essa política neoliberal do Serra, daqui a pouco ele bota o próprio estado de São Paulo em leilão! Esse ótimo texto eu peguei do Blog do Petta.

E eu não podia deixar o 11/9 passar em branco

Foi num onze de setembro que a democracia foi atacada. Um povo se viu privado de sua liberdade e sua vida não seria mais a mesma dali em diante. Homens armados atacavam um país. As conseqüências seriam enormes, países vizinhos sofreriam seus efeitos e alianças seriam feitas com o outro lado do oceano¹.
Um homem, portando um fuzil AK-47, se pronunciava a uma nação, com o conhecimento que seria perseguido e atacado. Mas sabendo ser o líder de seu povo, não se renderia. À sua volta, só se veria sua escolta armada, para proteger-lhe.
Houve um bombardeio, muitas mortes seguiriam.
Militarismo, controle da liberdade de expressão, opressão e incontáveis mortes iriam acontecer depois desta data. Prisões sem julgamento, tortura e execuções.
Em 11 de setembro de 1973, Salvador Allende, presidente eleito democraticamente no Chile, sofria um golpe de estado militar. Atacado pelas tropas de Pinochet, Allende e sua guarda GAP seriam encurralados no Palácio da Moeda, onde se pronunciaria pela última vez à nação. O Palácio foi bombardeado e invadido. Encurralado, o presidente do Chile dispensou sua guarda para que se rendesse. Sozinho, teria gritado: “Allende não se rende milicos culiados!” e teria usado o fuzil AK-47, presente de Fidel Castro, para se matar com um tiro na cabeça.

¹ Chile foi o único país da América Latina a dar auxilio logistico e de informações à Inglaterra, país aliado de Pinochet, na Guerra das Malvinas.

Fonte: No Caso, Senhor… por Cauê Llop

Quem vem com tudo não cansa: é proibido virar à direita

Quem vem com tudo não cansaA UJS (União da Juventude Socialista) lançou ontem a campanha Quem vem com tudo não cansa: é proibido virar à direita (fala se tem nome mais f*da e criativo que esse?), uma resposta ao movimento Cansei, comparando-o com a Marcha da Família com Deus pela Liberdade. Realmente, impossível não notar as semelhanças. Vide post no Blog do Petta e no site Vermelho. Abaixo segue o texto de Marcelo Gavião, presidente da UJS, sobre a nova campanha. Imperdível.

Idealizado por setores historicamente ligados ao pensamento de direita em nosso país, o Movimento Cívico pelo Direito dos Brasileiros, o ”Cansei”, realizou no último dia 17 de agosto, um ato público na Catedral da Sé, em São Paulo. O ato liderado pelo presidente da OAB-SP, Luiz Flávio Borges D’Urso, e por vários grandes empresários e artistas tinha como objetivo impulsionar a criação de um movimento que resultasse no ”Fora Lula!”.
Mais uma vez, fantasiados da dor do nosso povo diante das mortes causadas pelo acidente do vôo da TAM, setores da elite brasileira tentam desencadear um movimento ”popular” de oposição ao governo Lula. Os organizadores do movimento, contudo, negam tal vínculo. Afinal, o que está por traz do ”Cansei”? Como surge esse movimento? Quais suas raízes históricas?
O ”Cansei” tomou forma dentro do escritório do empresário João Doria Jr, que em 2006 promoveu almoços para arrecadar recursos para a campanha de Alckmin à Presidência da República. Entre os slogans do grupo estão frases como ”cansei do caos aéreo” e ”de CPIs que não dão em nada”. E qual a saída para tanto ”cansaço” apontada pelo movimento? O ”Fora Lula!”, ecoado pelas ruas de classe média alta de São Paulo na caminhada realizada no dia 31 de julho.

Curiosidades sobre o formato:
Parece mesmo não ser à toa as comparações que têm surgido entre o movimento ”cansei” e a Marcha da Família com Deus pela Liberdade que no ano de 1964, - ano do início da ditadura militar no Brasil - protagonizou uma série de manifestações públicas organizadas em resposta ao comício realizado no Rio de Janeiro, em 13 de março de 1964, durante o qual, o presidente João Goulart anunciou seu programa de reformas de base. Congregou segmentos da classe média, temerosos do ”perigo comunista” e favoráveis à deposição do Presidente da República.
As coincidências não param por aí: Os métodos utilizados na época pelo IPES -Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais para fazer com que houvesse manifestações eram simples, e me parece que a OAB-SP aprendeu direito a lição. Primeiro foram convocadas as esposas de empresários, doutrinadas sobre como o comunismo poderia ser prejudicial a elas e, principalmente a seus filhos. Em seguida foram convocadas as esposas dos empregados das empresas participantes, sendo as mulheres doutrinadas pelas esposas dos patrões em reuniões de senhoras com fins filantrópicos e religiosos.
A sociedade cristã foi mobilizada para a primeira Marcha da Família com Deus pela Liberdade. Dela participaram milhares de pessoas no dia 19 de Março de 1964. A massa humana saiu da praça da República chegando à praça da Sé onde foi rezada uma missa pela ‘’salvação da Democracia”, conduzida pelo padre Patrick Peyton, capelão do Exército estadunidense, enviado pelo governo dos Estados Unidos.
A exemplo do que faz agora a OAB-SP no ”Cansei”, a propaganda do IPES baseava-se na égide da defesa da moral e dos bons costumes da família brasileira, do direito à propriedade privada e à livre iniciativa empresarial, além de estimular a ampla participação de investidores estrangeiros na economia brasileira.
Dentre os métodos utilizados pelo IPES para mobilizar a população contra o trabalhismo de Goulart, houve palestras direcionadas às mães e donas de casa alertando para o possível dano que o comunismo causaria a entidade familiar. Aliás, muitas palestras, panfletos, documentários e livros foram feitos no sentido de difundir uma ”racionalidade” ideológica capaz de convencer as pessoas sobre a suposta falência do governo Goulart.
Por fim, um elemento que aparentemente é diferente do passado.O IPES mantinha contato estreito com a Igreja Católica o que fez com que em 64 a Catedral da Sé abrisse as portas para a realização do ato, algo que não se repetiu no movimento ”cansei”. O IPES desapareceu em 1972, quando o AI-5 parecia ter controlado todos os focos de manifestação anti-direita no país.
É preciso que a sociedade brasileira denuncie com força o caráter e o objetivo desse movimento. O centro da sua atuação é a desestabilização e até a deposição do governo Lula, a elite não se conforma com o fato de ter perdido as duas últimas eleições presidenciais.
Temos noção dos erros cometidos pelo PT, e por isso lamentamos e repudiamos todos eles. Sabemos também da falta de convicção revolucionária do governo Lula. Contudo, temos sido testemunha ocular do esforço do presidente Lula em diminuir as desigualdades sociais e melhorar as condições de vida dos milhares de brasileiros.
O que esta em curso agora é uma forte movimentação da direita que busca construir seu retorno ao comando central do Brasil o mais rápido possível.
Para nós, jovens do campo ou da cidade, do morro ou do asfalto, das escolas ou universidades, empregados ou desempregados fica a certeza de que nossa luta central nesse momento deve ser a de fazer ecoar em uma só voz, pelos quatro cantos do país que ”Quem vem com tudo não cansa e é proibido dobrar à direita!”.

O Cansei é realmente apartidário?

E você também acredita em Papai Noel, certo? Post original no Blog do Petta, postado depois no Blog dos Blogs, mas achei a referência no Florêncio est.

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Acho que vou vomitar.

Nova diversão na Zona Sul: jogar ovos pela janela

Desta vez é no Rio, mas também Zona Sul. Toda zona sul de cidade é rica? Bom, se bem que tem a extrema zona sul lá de Sampa que é pobre. Anyway, dá pra acreditar num absurdo desses? Além de atingir as pessoas na rua, completa falta de educação, esses descerebrados estão desperdiçando comida e artigos que muita gente não tem em casa e contribuindo com a poluição da cidade. Ô meu santo cristo, quando é que o Brasil vai virar um país de gente mesmo? Acho que nunca. Nota: eu sempre ODIEI essa Narcisa ridícula - e odeio mais ainda quem acha a Narcisa “bacana”, “legal” ou “engraçada”. Essa mulher é uma afronta à inteligência humana, à dignidade feminina… essa mulher é um LIXO! Ela mesma deveria se jogar pela janela, porque é um lixo igual ao ovo podre que usa pra sujar os outros. E olha que coisa interessante… os videos disponíveis na matéria, mostrando o ABSURDO dessas atitudes, não estão mais disponíveis no YouTube. Engraçado, né? Por que será? E o que você pode esperar de uma emissora de televisão cujo diretor participa de um ato hediondo desses? Como alguém consegue levar essa maldita rede Bobo a sério? Como esse cara tem esse emprego? Meu deus! Está tudo errado, tudo errado.

Nova diversão na Zona Sul: jogar ovos pela janela
Fonte: JB Online

RIO - Depois de espancar diaristas, agredir prostitutas e queimar mendigos, os jovens de classe média parecem ter descoberto outra forma de “diversão”. A nova brincadeira entre os alguns moradores da Avenida Vieira Souto, em Ipanema, - um dos metros quadrados mais caros da cidade - é jogar ovos das sacadas dos milionários apartamentos. Pedestres ou carros, não importa o alvo. Dois vídeos veiculados no site “Youtube” mostram a satisfação dos jovens com o ato de vandalismo. Nas imagens, a socialite Narcisa Tamborindeguy e João Eduardo Brizola, neto do ex-governador Leonel Brizola, aparecem jogando ovos pela janela. O diretor da TV Globo, J.B. de Oliveira, o Boninho, também é visto na gravação afirmando que já “acertou muita vagabunda”.

- Já taquei muito ovo pela janela. Já acertei muita vagabunda em São Paulo – afirma Boninho, que depois dá a receita: - Bota éter dentro do ovo e espera uns três dias e fica beleza.

No primeiro vídeo, dois jovens aparecem com uma caixa de ovos e jogam pela janela em plena luz do dia. À noite, mais estrago. Eles acertam vários carros que estão parados na rua. No site de relacionamentos “orkut” milhares de internautas entraram na página de Brizola demonstrando sua indignação.
No segundo vídeo, Narcisa se vangloria pela suas ações e diz que tem o costume de jogar diversos objetos pela janela.

- Eu taco tudo, adoro acertar, mas é difícil, né? Eu fecho a cortina, adoro me esconder. Quando eu fico muito louca eu jogo almofada, jogo roupa, jogo tudo que eu não gosto – diz ela, que também é recriminada no “orkut” por suas atitudes.

Outro que é flagrado nas imagens é o Socialite Bruno Chateubriand, que afirma já ter jogado uma vassoura e uma garrafa de big coke. Outras pessoas também são entrevistadas por João Eduardo e dizem já terem atirado pela janela camisinha, cigarro, sacos e baldes d’água e papel higiênico molhado.

Toda censura é burra, toda propaganda é enganosa

SLOGANS & BORDÕES
Por Alberto Dines em 31/7/2007
Fonte: Observatório da Imprensa

Com jeito, manhosos, os publicitários ligados à Associação Brasileira de Propaganda (ABP) vestiram a fantasia de quixotes e iniciaram uma cruzada contra o que denominam de “censura”.
Aparentemente, pretendem barrar a proposta do Ministério da Saúde para disciplinar a propaganda de bebidas alcoólicas na TV e evitar que seja exibida em horário acessível às crianças e jovens. E, se forem bem-sucedidos, sobrarão argumentos para uma tacada final contra a classificação indicativa para a programação de TV, já adotada pelo governo.
A cruzada começou de mansinho com um comercial para rádio, mas na segunda-feira (30/7) foi exibido sem inibições no Jornal Nacional. O mote é irrespondível e irretorquível – “Toda censura é burra”. Óbvio, ninguém pode ser a favor do controle de informações e opiniões, mesmo os grandes anunciantes.
Por falta de inspiração ou de convicção na mensagem que deveriam vender, os redatores acabaram oferecendo um texto confuso sobre tabus populares e “aqueles que vêem problema em tudo”. No fundo, bem no fundo das suas cândidas almas, pensavam apenas nisso – toda propaganda é enganosa.

O que a revista inVeja aprontou para este ano? Parte III

VEJA APELA, JORNAIS REPERCUTEM
Como se fabricam os furos, por Alberto Dines em 31/7/2007
Fonte: Observatório da Imprensa

Capa da última edição de Veja (nº 2019, de 1/8/2007): “Revelações das caixas pretas – comandante cometeu uma falha ao pousar; não houve aquaplanagem; por que o avião não parou a tempo; mas se a pista de Congonhas fosse mais longa…”.
O assessor especial da Presidência, o professor Marco Aurélio Garcia e o seu assessor de imprensa, Bruno Garcia, devem ter vibrado com a informação da revista que tanto irrita a militância palaciana – só não repetiram a alegre pantomima encenada dez dias antes porque já estavam escaldados.
No título das páginas internas (58-64), os editores de Veja proclamam que tiveram acesso ao conteúdo das caixas-pretas: “A tragédia, segundo as caixas-pretas”. Mais à frente, adiantam que as informações sobre a falha do piloto estão mantidas em sigilo.
Acontece que as revelações de Veja nada têm de novo e o sigilo é meramente formal: na sua edição de quinta-feira (26/7), portanto um dia antes do fechamento da edição da revista, o Estado de S.Paulo publicou em sua primeira página a notícia de que os primeiros dados extraídos da caixa-preta levaram a fábrica Airbus a emitir um comunicado aos pilotos para o uso correto do controle de potência.
E na página interna (C-10), o jornalão publica minuciosa reportagem sobre o sistema de aceleração do jato acompanhada por uma ilustração na qual explica o que é o manete, como funciona, qual a sua relação com o reversor das turbinas, e aventa hipóteses sobre o que pode ter acontecido.

Efeito-manada
Na pressa de produzir mais um sensacional furo e levar alguém ao banco dos réus (no caso os pilotos mortos), os editores de Veja não prestaram atenção nas revelações do Estadão. Porém, lá no meio da sua matéria (pág. 61), admitem que naquela mesma quinta-feira o brigadeiro Jorge Kersul Filho, chefe de investigações do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), havia admitido publicamente que a aterrissagem com o reversor travado pode ter “influenciado psicologicamente” os pilotos.
Disse mais o brigadeiro: “Afirmar que o manete estava na posição errada e isso levou o avião a reagir daquela maneira é uma hipótese, é suspeita”.
Conclui-se que Veja não revelou coisa alguma, apenas esquentou informações difundidas por outros veículos. Além de ignorar a primazia do Estadão na divulgação da informação e usar uma ilustração semelhante à do jornal, a revista passou ao largo da prudência do investigador-mor da FAB jogando toda a responsabilidade pela tragédia sobre o comandante do jato. Na segunda-feira (30), com base na matéria de Veja, o brigadeiro Kersul declarou: “Não se pode criticar ninguém, isso é até pecado”. Como relação à culpa dos pilotos, explicou: “Eu jamais disse isso. O que sempre digo é que uma hipótese é os manetes não estarem em posição correta ou o comando eletrônico [do avião] não ter sido correspondente”. (Folha de S.Paulo, pág C-3, 31/7)
O mais exótico é que nas edições de sábado e domingo, os jornais foram na onda de Veja e esqueceram de atribuir ao Estadão os méritos pela notícia em primeira mão. Na realidade cumpriam a velha praxe em vigor há uma década: “Veja apela, jornais repercutem”.
[Em tempo (incluído às 17h10 de 30/7): Este observador deixou de registrar que em sua edição de quarta-feira (25/7), a Folha de S.Paulo (Cotidiano, pág. C-10), em matéria de Leila Suwwan, da sucursal de Brasília, noticiou o comunicado da Airbus a todos os pilotos do mundo a respeito da posição dos manetes em caso de reversores travados. O fabricante europeu teve acesso aos primeiros dados da caixa-preta para advertir com urgência às empresas e comandantes de jatos Airbus A320. Veja não leu a Folha de quarta nem o Estadão, de quinta.]

“O presidente é o responsável”
Com este título irresponsável, delirante – e, como sempre, pessimamente escrito –, o papa da Opus Dei para assuntos jornalísticos, Carlos Alberto Di Franco, ofereceu na página 2 do Estado de S.Paulo (segunda-feira, 30/7) a sua contribuição mensal. O presidente no caso é o da República, Luiz Inácio Lula da Silva.
Este tipo de cruzada não fica bem para o diretor do Master em Jornalismo, doutor em Comunicação da Universidade de Navarra e seu representante no Brasil. Os editores brasileiros que passam por seu programa de treinamento merecem um paradigma melhor. E os leitores do Estado de S.Paulo merecem algo mais edificante do que esta histeria em letra de forma.
O Globo, que costuma reproduzir os textos assinados por Di Franco, desta vez escapou do vexame. Tinha um bom artigo na gaveta.

A passeata “Fora Lula Pelos Mortos do Acidente da Tam” (acontecida dias atrás na zona sul paulistana) devia ter sido encabeçada pelo Di Franco. Tudo ridículo, tudo ridículo gentem. ¬¬

Tradição, família e propriedade

Às vezes me sinto meio parte da TFP. Exagero, claro, já que voto no Lula e sou PT sim, não tenho religião e odeio capitalismo, mas como eu gosto de dizer por ae… sou old skull. Gosto de algumas coisas daquele jeitão mesmo, tradicional, sem modismos, liberalismos e outros ismos imbecis acoplados. Lendo um dos meus blogues preferidos (vou fazer uma confissão aqui… todos os meus blogues preferidos são blogues-diários: como aspirante a escritora eu gosto de observar as pessoas pelo que elas são e pensam e escrevem e parecem ser), me identifiquei total com o post sobre esses casaizinhos modernosos de século XXI que somam os trapos e farrapos e vão morar juntos. Argh. Sempre abominei essa de morar junto. Quem mora junto ta CASADO, pronto e acabou, mas não é assim que acontece com a maioria dos casais que moram juntos, infelizes pessoas que são. Depois do término do namoro… o que fica? Pra mim morou junto TA USADO, meu, já elvis. Reacionária eu? Meu c*! O que me deixa p*ta é essa falta de compromisso GERAL desse povinho de hoje em dia. Um descaso, um desapego com tudo que simplesmente eu não consigo entender. Acho que sinto demais, deve ser esse o meu problema. Outra coisa que ABOMINO é menor de idade tr*pando aí, como coelhos no cio. Vai tomar no c* e vai ler um livro, animalzinho! Depois esses aborrecentes BURROS ficam aí enchendo o mundo de criança ranhenta perdida na vida, largada pros avós (quando têm sorte) cuidarem ou na mão de babá. Criança é responsabilidade, criança, e se você não aguenta assumir tudo isso… vai beber leite, p*rra! Estou p*ta, p*ta que o pariu. Aí segue o post muito bem escrito pela minha amiga Renatinha, que ta zarpando do Brasil agora e eu queria ir junto com ela, nem que fosse dentro da mala. Poizé, hipermoderna também é tradição! Rá!

[ namorido é o c@#$%¨& ]

Já faz algum tempo eu li na Revista de Domingo do jornal O Globo uma crônica da Martha de Medeiros sobre esse híbrido maldito: o namorido.

ABSOLUTAMENTE RIDÍCULO!!!
Ou você namora,assume isso,ou se casa,e assume isso.Não há classificação pras pessoas que vivem juntas.Ou melhor,há sim (Deus salve o Direito Positivista!): conviventes. Não são casados,mas covivem juntos,debaixo de um mesmo teto.
Namorido é algo tão estranho,tão bizarro.Me parece coisa de gente que vive em cima do muro,não quer assumir compromisso nenhum.Típico de gente que vive com alguém há tempos,chama o outro de marido/esposa,mas bota lá no Orkut (que não mente jamais,jamais),na parte de relacionamentos: “namorando”. Patético.Vive junto,com parceiro,então,meu bem,não namora não,é convivente.Assume logo essa porra pro mundo (ah,claro que não,jamais,porque não é isso que se passa por dentro,nem mesmo é aquilo que se quer de verdade,né?).
Ou assume logo a porra toda,ou abre mão.Eu passei dois anos e oito meses com a mesma pessoa,num sistema meio estranho que eu vivia dizendo que era como um casamento,mas não era.Eu tinha a minha casa,vivia nela,semana sim,semana não.
Nunca vivi na casa de uma outra pessoa,que me ajudou a pagar minhas contas ou assumiu minhas responsabilidades quando eu precisei.Se um dia acontecer isso comigo,eu estarei casada (e falida,sem emprego,sem meios de me manter,porque eu odeio que paguem as minhas contas) com tal pessoa,ou serei convivente,com pacto e tudo mais,juramentado em cartório.Nunca diria por aí que tenho um namorido!Não me prestaria a tal papel que apenas uma pessoa insegura e cega é capaz de se prestar.
Vou tentar achar a tal crônica para reproduzí-la aqui.
Ah,claro,eu só parei para pensar sobre isso porque,às vezes,eu ainda tento buscar respostas para perguntas que certas pessoas nunca se importaram em responder.
P.S.: É,eu tenho sentimentos contraditórios vagando aqui dentro.Muitos.Mas acho que um dia tudo isso vai embora…

Mulheres na Mí­dia

Elas conquistam espaço, mas ainda lutam por reconhecimento
em 12/6/2007
Fonte: Observatório da Imprensa

No último mês, o telejornal americano CBS Evening News registrou os menores índices de audiência dos últimos 20 anos. Para a diretora da CBS News Linda Mason, um dos motivos pode ser o preconceito, por uma parte conservadora do público, em receber suas notícias diárias de uma âncora mulher.
A apresentadora Katie Couric é a primeira mulher a comandar sozinha um telejornal nacional no horário nobre nos EUA. “Tenho medo de que Katie esteja pagando um preço muito alto por ser a pioneira. Mas acredito que ela está abrindo um grande caminho e as pessoas vão começar a assistir, mas isto leva tempo”, diz Linda, que foi a primeira produtora mulher do CBS Evening News, há 30 anos. Ela deixa claro, entretanto, que sua afirmação não tem base em pesquisas; trata-se apenas de pura e simples opinião.

Rostinho bonito
Recentemente, outros incidentes trouxeram à tona o debate sobre o preconceito com mulheres em programas jornalísticos. Seriam elas, em pleno século 21, vítimas de machismo?
John Klein, presidente da CNN nos EUA, foi pego no flagra quando perguntado a razão para a jornalista Kiran Chetry ter conseguido um importante cargo de co-âncora na emissora: o visual dela foi a primeira observação da resposta dele. “Uma olhada [em Kiran] responde por que ela merece a vaga”, afirmou Klein, para continuar, “ela é uma âncora fantástica, ilumina a tela. E tem paixão por jornalismo”.
Já o programa humorístico Daily Show, do canal Comedy Central, levou ao ar um segmento sobre as mulheres na TV a cabo que são consideradas “delícias”. A humorista Samantha Bee listou – por categorias – as jornalistas televisivas com quem o público gostaria de, digamos, passar um tempo junto.

Todo mundo em baixa
Mas até onde os deslizes e piadas influenciam os índices de audiência? Ainda que Linda Mason ache que o público esteja relutante com Katie Couric, os concorrentes do CBS Evening News também não andam lá muito bem das pernas. O Nightly News, da NBC, comandado por Brian Williams, tem apresentado números em baixa. O World News, da ABC, ancorado por Charles Gibson, passa pela mesma situação. Katie não acredita que o fato de ser mulher tenha tanta influência na audiência. “Sempre acreditei que leva um tempo para que o público fique confortável com uma pessoa nova – seja homem ou mulher”, comenta.
De acordo com a Radio and Television News Directors Association, instituição americana que disponibiliza programas, seminários e pesquisas para profissionais de rádio e TV, o publico está acostumado com mulheres na apresentação de telejornais locais. Segundo a instituição, 40% dos cargos nas redações de rádio e TV são ocupados por pessoas do sexo feminino. Informações de David Bauder [AP, 4/6/07].

Sinceramente, sinto falta de ter mais meninas aqui no hipermoderna. Ou mesmo mais meninas blogando, como probloggers. Sim, apesar de eu não fazer um puto com os anúncios aqui, me considero uma problogger. Escrevo sobre o que gosto, mas tenho as minhas restrições e milhares de concessões. Até agora vi uma garota só problogger, uma que tem um blogue de tecnologia (não vou saber fazer referência agora, não lembro nem o nome nem o endereço). Nessa esfera de gente falando sobre problogging, realmente, há poucas mulheres participando, aqui no Brasil. É a minha impressão, pelo menos.

O que a revista inVeja aprontou para este ano? Parte II

Ou Veja prova denúncias ou cai no descrédito
Por Alberto Dines em 1/6/2007
Fonte: Observatório da Imprensa

Já deve estar pronta a edição da Veja que circulará amanhã. Pode ser uma edição histórica: ou condena o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), ou condena-se ao descrédito. Não há alternativas.
Além de oferecer um mí­nimo de provas ou, pelo menos, evidências para sustentar a acusação da semana passada sobre as supostas relações do senador com a empreiteira Mendes Junior, a revista faria muito bem se escapasse da esfera do escândalo e das demandas que sucedem romances mal-sucedidos.
Por enquanto, as acusações ao senador alagoano partem apenas do advogado da sua ex-namorada, evidentemente insatisfeita com os valores estipulados pela Justiça para a pensão alimentí­cia da filha de ambos.
Por conta de uma nova bomba, o senador Renan Calheiros cancelou a sua viagem a Londres para assistir ao amistoso entre Brasil e Inglaterra em Wembley, ao lado do presidente Lula. Quer estar aqui para rebater na hora: neste aspecto, o comportamento do senador está correto, ele não se omite.
Resta saber se aquilo que o senador Renan Calheiros designou como “calvário” acaba amanhã ou se este calvário vai transferir-se para Veja e contaminar a credibilidade da mí­dia como instituição.

O que a revista inVeja aprontou para este ano?

Renan, apagão aéreo, Navalha

Fonte: Observatório da Imprensa
Por Alberto Dines em 29/5/2007
Comentário para o programa radiofônico do OI, 29/5/2007

Há uma nova telenovela no ar, começada pela revista Veja na sexta-feira (25/5) e continuada na segunda (28) em pleno Senado da República. Ainda sem nome, poderá chamar-se “Licitações na alcova” ou “Acusações sem provas”, mas nem se sabe quanto tempo vai durar: se Veja está certa, o seriado pode ir longe; se o senador Renan Calheiros estiver com a razão, a imprensa terá contribuído para enfraquecer o formidável ímpeto da Operação Navalha com denúncias infundadas.

Mas é preciso não esquecer a CPI do Apagão. Na sessão de segunda-feira (28), quando depuseram os controladores da Aeronáutica, ficou evidente aquilo que este Observatório vem dizendo desde outubro passado e a mídia, com exceção da Folha, procura disfarçar: o governo tem culpa na tragédia do Boeing.

Revista inVeja: Totalmente dispensávelDesde o início, o ministério da Defesa aposta todas as suas fichas na incriminação dos pilotos do Legacy, não lhe interessa dividir responsabilidades num episódio ocorrido durante o período eleitoral. Mas se a moda agora é desvendar mentiras e mazelas, não seria correto pensar apenas em empreiteiras e obras fraudadas.

Campanhas InVeja e Morra Mainardi!

Revista inVeja: totalmente DISPENSÁVELEstou lançando duas campanhas (vide banners) pra ver se pelo menos dá pra juntar uma meia dúzia de blogueiros que também odeiam a revista Veja e o Diogo Mainardi. Me processe! Eu quero mesmo é que ele morra! Junto com ACM, Maluf e toda essa corja que ta ae desde os militares… vamos renovar pelo menos a safra de corruptos, gentem! Esses caras ae estão muito velhos! Anyway, quem quiser aderir à campanha, seja muito bem-vindo! Pode pegar o banner e, por favor, se puder, lincar de volta aqui pro hipermoderna, ou pra este post, se preferirem. É idéia ainda mas logo eu crio um site anti-Veja e anti-Diogo Mainardi. Campanha MMM: Morra Maldito Mainardi!

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