Blog do Caetano Veloso

Sabe quem daria um P*TA de um blogueiro famoso (não por ser famoso) e amado geral na “blogosfera”? O Caetano Veloso. Essa coisa de pedir opinião de blogueiro pra qualquer assunto do mundo, como se blogueiro fosse uma sapiência à parte, dono de um conhecimento que reles mortais não-blogueiros nem podem imaginar… isso me dá nos nervos. Pra você que não entendeu minha alfinetada… o Caetano Veloso não irrita todo mundo dando pitacos e opiniões sobre tudo e todos como se fosse o grande mestre do conhecimento? Então. Sacou? ¬¬

Tradição, família e propriedade

Às vezes me sinto meio parte da TFP. Exagero, claro, já que voto no Lula e sou PT sim, não tenho religião e odeio capitalismo, mas como eu gosto de dizer por ae… sou old skull. Gosto de algumas coisas daquele jeitão mesmo, tradicional, sem modismos, liberalismos e outros ismos imbecis acoplados. Lendo um dos meus blogues preferidos (vou fazer uma confissão aqui… todos os meus blogues preferidos são blogues-diários: como aspirante a escritora eu gosto de observar as pessoas pelo que elas são e pensam e escrevem e parecem ser), me identifiquei total com o post sobre esses casaizinhos modernosos de século XXI que somam os trapos e farrapos e vão morar juntos. Argh. Sempre abominei essa de morar junto. Quem mora junto ta CASADO, pronto e acabou, mas não é assim que acontece com a maioria dos casais que moram juntos, infelizes pessoas que são. Depois do término do namoro… o que fica? Pra mim morou junto TA USADO, meu, já elvis. Reacionária eu? Meu c*! O que me deixa p*ta é essa falta de compromisso GERAL desse povinho de hoje em dia. Um descaso, um desapego com tudo que simplesmente eu não consigo entender. Acho que sinto demais, deve ser esse o meu problema. Outra coisa que ABOMINO é menor de idade tr*pando aí, como coelhos no cio. Vai tomar no c* e vai ler um livro, animalzinho! Depois esses aborrecentes BURROS ficam aí enchendo o mundo de criança ranhenta perdida na vida, largada pros avós (quando têm sorte) cuidarem ou na mão de babá. Criança é responsabilidade, criança, e se você não aguenta assumir tudo isso… vai beber leite, p*rra! Estou p*ta, p*ta que o pariu. Aí segue o post muito bem escrito pela minha amiga Renatinha, que ta zarpando do Brasil agora e eu queria ir junto com ela, nem que fosse dentro da mala. Poizé, hipermoderna também é tradição! Rá!

[ namorido é o c@#$%¨& ]

Já faz algum tempo eu li na Revista de Domingo do jornal O Globo uma crônica da Martha de Medeiros sobre esse híbrido maldito: o namorido.

ABSOLUTAMENTE RIDÍCULO!!!
Ou você namora,assume isso,ou se casa,e assume isso.Não há classificação pras pessoas que vivem juntas.Ou melhor,há sim (Deus salve o Direito Positivista!): conviventes. Não são casados,mas covivem juntos,debaixo de um mesmo teto.
Namorido é algo tão estranho,tão bizarro.Me parece coisa de gente que vive em cima do muro,não quer assumir compromisso nenhum.Típico de gente que vive com alguém há tempos,chama o outro de marido/esposa,mas bota lá no Orkut (que não mente jamais,jamais),na parte de relacionamentos: “namorando”. Patético.Vive junto,com parceiro,então,meu bem,não namora não,é convivente.Assume logo essa porra pro mundo (ah,claro que não,jamais,porque não é isso que se passa por dentro,nem mesmo é aquilo que se quer de verdade,né?).
Ou assume logo a porra toda,ou abre mão.Eu passei dois anos e oito meses com a mesma pessoa,num sistema meio estranho que eu vivia dizendo que era como um casamento,mas não era.Eu tinha a minha casa,vivia nela,semana sim,semana não.
Nunca vivi na casa de uma outra pessoa,que me ajudou a pagar minhas contas ou assumiu minhas responsabilidades quando eu precisei.Se um dia acontecer isso comigo,eu estarei casada (e falida,sem emprego,sem meios de me manter,porque eu odeio que paguem as minhas contas) com tal pessoa,ou serei convivente,com pacto e tudo mais,juramentado em cartório.Nunca diria por aí que tenho um namorido!Não me prestaria a tal papel que apenas uma pessoa insegura e cega é capaz de se prestar.
Vou tentar achar a tal crônica para reproduzí-la aqui.
Ah,claro,eu só parei para pensar sobre isso porque,às vezes,eu ainda tento buscar respostas para perguntas que certas pessoas nunca se importaram em responder.
P.S.: É,eu tenho sentimentos contraditórios vagando aqui dentro.Muitos.Mas acho que um dia tudo isso vai embora…

Blogue já tem 10 aninhos! Parabéns pra ele!

Acabei de receber este texto de uma amiga e simplesmente não poderia deixar de postar. Ai, o hipermoderna ta virando um CTRL+C CTRL+V do c*cete! Mas… quando o texto está tão bem escrito… pra que eu vou reescrevê-lo?

Blogs completam uma década
Fonte: Comunique-se

Foi em abril, há dez anos, quando o especialista em informática Dave Winer começou a escrever um diário na internet que seria conhecido como weblog - termo criado por Jorn Barger - e, atualmente, blog. Existe a polêmica se Winer foi ou não o primeiro blogeiro (Barger também é citado como o pioneiro com seu robotwisdom), mas parece certo acreditar que somente com Winer e seu Scripting News a interatividade e o que hoje nos acostumamos a ver como blogs foram finalmente consolidados. Desde então, os blogs caminharam lentamente para assumirem um papel cada vez mais ativo na mí­dia convencional. Os grandes portais convidaram vários
jornalistas e especialistas para criarem blogs em seus domí­nios enquanto profissionais como o jornalista Ricardo Noblat passaram a usá-los como mais uma ferramenta de trabalho.
Jornais e blogs
No iní­cio do mês Silvio Meira, cientista-chefe do Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (C.E.S.A.R) e blogueiro do Portal G1, lembrou que houve outra situaçã£o semelhante à revolução dos blogs antes mesmo do advento dos microcomputadores. Isso ocorreu com a idéia do ourives Johannes de Gutemberg, que criou uma prensa capaz de livrar a cópia de textos da tradicional forma de disseminação através de manuscritos que monges copiavam a mão. Dali para frente a publicação de textos tornou-se mais veloz e rápida. No ambiente virtual , os blogs
permitiram que qualquer usuário da internet publicasse seus textos mesmo que não soubesse nenhuma linguagem de programação.
“Em um futuro relativamente próximo, creio que blogueiros poderão se sustentar com as rendas de seus blogs. Principalmente por conta de receitas publicitárias, uma vez que o mercado paulatinamente tem se conscientizado de que blogueiros, por arregimentarem leitores fiéis, são
mais eficazes junto a determinados nichos especí­ficos do que muito banner de portal”, afirma Alexandre Inagaki, jornalista e autor do blog Pensar Enlouquece. Para ele, a blogosfera conseguiu agregar formadores de opinião que publicam textos sem os ví­cios da mí­dia tradicional.
Profissionalização
“Acompanhei o crescimento e a profissionalização dos blogs, na verdade acompanhei o próprio nascimento deles, então tinha uma boa idéia do potencial. Quando vi que havia uma estrutura de publicidade já funcionando no Brasl - o Google AdSense - percebi que o blog estava pronto pra dar dinheiro”, revela Carlos Cardoso, visto na blogosfera como o primeiro problogger (aglutinação de professional blogger ou blogueiro profissional) brasileiro com o seu Contraditorium, que trata
exatamente de como transformar blogs em veí­culos rentáveis. Cardoso lembra que só começou seu blog quando passou a acreditar que eles poderiam dar dinheiro. “Na verdade já dava, mas ao invés de 100 dólares em um blog, eram 100 blogs ganhando um dólar”, explica. Em outras partes
do mundo, blogs que sustentam seus donos já rendem através de anúncios online, mas no Brasil isso ainda não é tão frequente.
Amadurecimento
Ataques terroristas e as recentes guerras ajudaram a fortalecer o blog como mí­dia. Blogueiros de Nova Iorque conseguiram manter internautas informados enquanto portais tiveram problemas devido ao excesso de acesso durante o ataque às torres gêmeas em 2001. Para o jornalista
Raphael Perret, mestre em Informática e pesquisador de comunicação online, outro bom exemplo de ação que consolidou a credibilidade dos blogs foi o Salam Pax, que falava sobre as dificuldades da vida no regime iraquiano de Saddam Hussein e tornou-se porta-voz dos civis
iraquianos durante a guerra do Iraque, em 2002.
“Sem dúvida, uma série de episódios contribuiu para o avanço da popularidade dos blogs. No Brasil, destaco: o oferecimento de serviços de hospedagens pelos grandes portais, a publicação de colunas sociais sobre blogs nos suplementos de informática dos jornais, com a atitude pioneira do Jornal do Brasil (2001); e o lançamento de blogs pelo Globo Online, mantidos por seus jornalistas e colunistas (2003)”, afirma Perret que também é autor dos blogs Butuca Ligada e Tá na tela. De acordo com ele, estas ações apresentaram o blog aos chamados soft users, ou seja, usuários que navegam por pouco tempo na internet. Desde então, vários jornalistas passaram a assumir o blog como uma extensão do seu trabalho ou como uma forma de publicar os textos que quisessem sem a necessidade do crivo de um editor. No Comunique-se, a ferramenta Blog-se
passou a ser a casa dos textos do quadrinista Miguel Paiva ou uma extensão da divertida coluna Jornal da Imprensa de Moacir Japiassu.
Coluna eletrônica
“Acho que cada um tem um motivo para manter um blog, depois que a ferramenta deixou aquela imagem de diário adolescente para transformar-se, pelo menos entre os jornalistas, num instrumento de exposição de idéias, notí­cias, comentários, ou seja, numa grande coluna
eletrônica. No meu caso, o interesse é manter viva a discussão sobre assuntos que envolvam a cobertura policial”, explica o jornalista Marco Zanfra, autor do Manual do Repórter de Polí­cia e do blog Repórter de Polí­cia. Zanfra lembra que, enquanto o manual, apesar das atualizações, é uma obra estética, o blog pode ser uma ferramenta para que colegas do meio mantenham-se constantemente atualizados e para que possa ser usada junto com outros trabalhos. Para Cardoso, escritor de livros de informática e ex-redator publicitário, a carreira de blogueiro pode ser ainda mais promissora do que outras. Mesmo com tantos jornalistas na blogosfera, os blogueiros precisam saber mais do que montar o lead ou conduzir uma entrevista. De acordo com o blogueiro, um jornalista medí­ocre pode ser capaz de cumprir funções simples por anos em um grande veí­culo. A mesma regularidade não valeria se ele quisesse se sustentar pelo seu blog. “Em um blog, ele jamais conseguirá destaque se não for bom. A principal vantagem - não ter um veículo por trás- se torna a maior desvantagem, se você for um jornalista sem grandes arroubos criativos, estilo ou imaginação. No ambiente da blogosfera acontece um darwinismo diferente. Há espaço para todos, mesmo os mais inaptos, mas isso só quer dizer que seu blog terá o direito de existir, não que alguém vá lê-lo”.

Copiando agora o Cocadaboa.
Como arranjar inimizades na blogosfera - parte I
Eu nunca fui com a cara desse Cardoso, sabia? Apesar de nem saber a cara dele. Poucas foram as vezes que gostei do que ele escreveu, ou me identifiquei com alguma coisa postada por lá. Mas depois que li o que esse ser comentou (em negrito no texto acima) sobre blogueiro e jornalista… agora mesmo que eu não gosto desse cara. Discordo veementemente quando ele diz que se o blogue não é bom, não faz sucesso. Além de ser um argumento clichê, internautas brasileiros não são exigentes. Pelo menos, não a maioria. Ta cheio de blogueiro de b*sta por ae virandinho internet celebrity, mas o conteúdo que ele espalha pela rede não acrescenta praticamente nada à vida alheia. Todo santo dia topo com mais um blogue brasileiro ruim de conteúdo e péssimo de aparência… mas com ótimas estatí­sticas de acesso. Qual o valor dum blogue que só posta vi­deo do YouTube, por exemplo? Além de um mí­nimo entretenimento… não há mais nada.

Nota. Pode meter o pau aí­ nos comentários, viu. Só não reclama depois se ele for apagado. O blogue é MEU e eu deixo comentário de quem eu quiser. Blogue não é jornal e não precisa estar comprometido com “a verdade”, “a objetividade” nem com “a análise crí­tica e imparcial dos fatos”. Qualquer jornalista sabe que tudo isso é lenda… Humpf. ¬¬

Laboratório Pop

Não é só porque eu não me interesso mais pelo assunto que vou deixar de blogar sobre essas referências. Mesmo porque, tem um monte de indie nerd por aí e não sou eu que vou querer deixar essa freguesia de lado. Mesmo porque, hiper modernidade envolve temas que também não são muito do meu agrado, mas estou tentando manter uma certa (na medida do possível) imparcialidade no que escrevo por aqui. Já me disseram que nessa coisa de problogger não é recomendável escrever besteira (ai!) nem ficar falando muito de si mesmo (ai de novo!). Anyway, considero pertinente, graças ao post abaixo, lincar aqui o Laboratório Pop, revista eletrônica sobre (óbvio) música pop, onde dois dos meus entrevistados atualmente escrevem: o Rodney Brocanelli e o Luiz Pimentel. E uma gafe: falei falei e falei sobre minha bendita reportagem INDIE x POP e não postei aqui um único linque para os leitores que, se existirem, quiserem conferir minha habilidade como jornalista. A reportagem foi publicada aqui, pelo Observatório da Imprensa, e aqui (que eu só descobri depois de buscar pelo meu nome no Google… ta bom vai, quem ainda não fez isso?). Abaixo, o trechinho inicial de O Pop e o Hype no Brasil, que foi o nome do meu trabalho de fim de curso. =)

Outubro é o mês-chave para a música pop: marca o lançamento mundial do segundo álbum dos nova-iorquinos do The Strokes: Room on Fire. Milhares de indies espalhados pelo mundo inteiro aguardam ansiosamente esse momento que vai confirmar (ou não) a afirmação de que os Strokes provocaram mesmo a nova revolução do rock, depois do grunge e do Nirvana.

Eles estão na capa de algumas das revistas musicais mais importantes da atualidade, como as britânicas New Musical Express e Q, e a norte-americana Rolling Stone. Aqui no Brasil, veículos como a Folha de S.Paulo, com críticos do porte de Álvaro Pereira Junior e Lúcio Ribeiro, a revista Zero, a MTV, inúmeros sítios, e-zines e blogs dedicam grandes espaços aos garotos de NY.

Só pra lincar aqui ainda mais referências à briguinha de Lúcio Ribeiro e Pereira Junior no Folhateen (que sooono!) a respeito da famigerada banda CSS (mais sooono!), o blogue do Denis Pedroso (que finalmente consegui conhecer ano passado quando ele veio discotecar indie com seu projeto In New Music We Trust aqui nesta cidade de m*rda em que atualmente moro) lincou um texto do The Putz Factory que, por sua vez, lincou o Hector Lima (que conheci anos atrás no Tim Festival e que está cansado de saber que eu não gosto de CSS). Adoro fazer árvore de referências, mesmo quando o assunto é, pelo menos para moi, um TÉDIO. ¬¬ E reitero aqui: estou com o senhor Pereira Junior e não abro. Ponto.

Cansou a minha beleza

Há muito que o assunto POP x INDIE deixou de me interessar. Descobri a verdade por trás disso tudo e simplesmente… quer saber? F*da-se. Há mundos muito mais interessantes a se explorar (o mundo da música eletrônica, por exemplo, ou minha recente paixão por ópera, desde que assisti ao Match Point). Anfam. Estava eu a clicar nos linques do hipermoderna e fui ao blogue da Soninha. De lá vi um linque para a Folha: “confira as matérias polêmicas do Folhateen sobre a banda CSS”, ou algo do tipo. Resolvi clicar. Adivinha quem eram os dois jornalistas assinando as matérias? Claro. Lúcio Ribeiro e Álvaro Pereira Junior. Como é que não suspeitei desde o princípio? Minha época de interesse pelo mundo indie/pop coincidiu com os anos que fiz jornalismo na Unesp. Meu trabalho de fim de curso, claro, foi abordar esse tema. Em geral, questões sobre cultura pop e comportamento ainda me interessam muito (olha só o nome deste blogue), mas agora é mais num nível acadêmico. Questões sérias apenas. Não faz mais parte do meu dia a dia, nem da minha pessoa. Claro que em meu trabalho de fim de curso, que foi uma grande reportagem supostamente publicada pela revista Bravo (ou semelhante), entrevistei pessoas importantes da cena. Lúcio Ribeiro foi uma delas. Fui lá na Abril atrás dele, nervosíssima. Ele foi muito simpático e me pagou o café. Eu ia entrevistar o Álvaro também - principalmente por uma questão sentimental, já que eu lia a coluna dele no Folhateen desde sempre, e certa feita ele publicou uma carta minha na qual eu defendia o Beck e elogiava o Soundgarden. Numa bela segunda-feira de manhã, minha carta publicada no Folhateen foi tema das conversas na classe. =) Ah, os adolescentes. Guardo essa coluna do Álvaro até hoje (porque tenho uma pequena gigante coleção de artigos de jornais e revistas, nacionais e internacionais, sobre - quase - tudo que possa se referir à música pop/indie/rock). Mas retomando… infelizmente não consegui a entrevista com o Álvaro. Eu estava lá no centro de São Paulo quando conversei com ele ao telefone, faltavam alguns minutos para as seis da tarde, e se eu quisesse encontrá-lo ainda disponível na Globo teria que chegar lá até seis da tarde. CLARO que não ia dar tempo. Bom, ossos do ofício. Outro jornalista importante que entrevistei para a minha matéria foi o Luiz Cesar Pimentel, editor da finada revista Zero. Fui almoçar com ele, outro moço e uma garota (eles almoçaram, eu estava ansiosa demais pra comer), depois conheci o lugar onde eles editavam a Zero. Foi uma tarde muito agradável. Agora, as bandas… já não foi tarefa tão fácil conseguir entrevista com elas. O que é bem inconveniente para o grupo (a não ser que você seja um dos irmãos Gallagher… mas você não é, né?); se você quer vender, tem que tratar seus fãs e jornalistas interessados em seu trabalho com, no mínimo, respeito. Uma das bandas que tentei entrevistar foi o CSS. Eu conhecia algumas músicas deles, e tinha achado tudo muito parecido com Le Tigre de fato, mas o estilinho era chamativo, eles eram famosos pelas performances escandalosas (Peaches?) de sua leading vocal… enfim, estavam se tornando hypezinho em SP. Seria legal, portanto, tê-los em meu trabalho. O negócio é que eu escrevi pra tal da vocalista japa e obtive ZERO (0) respostas dela. Começou aí minha antipatia pela banda. Se eu já não tinha gostado muito do som, já achava uma coisa muito Peaches wannabe, piorou tudo depois que muito educadamente a vocalista japa não me respondeu. Eu até insisti, deixei mensagens com meu email no fotologue da banda (não sei se existe ainda). Tudo deliberadamente ignorado. Claro, eu era uma zé ninguém ali querendo entrevistar a tal da vocalista que se jogava no chão e gritava e todo mundo ficava louco por ela… imagina que ela ia se dar ao trabalho? Outra: eu nunca fui de panelinha nenhuma, eu não era de panelinha nenhuma, eu odeio panelinhas. Até hoje. Bom, tudo isso pra explicar um dos motivos de minha antipatia pela banda (mas devo admitir que gostei duma música deles cujo videoclipe vive passando na MTV, e senti uma raivinha íntima por ter gostado duma música do CSS) e razão por que estou dedicando um post a essa banda, ao hype, ao indie, ao Lúcio Ribeiro e ao Álvaro Pereira Junior. Não preciso nem dizer que tomei o lado do Álvaro na crítica ao CSS, não? E fiquei muitíssimo FELIZ por ter descoberto, finalmente, outro ser neste mundo que também não gosta de Cansei de Ser Sexy. Chega de oba-oba! Chega de elogios! Bom para os membros da banda que estão com esse sucessinho pela Europa, mas isso não afeta minha vida em p*rra nenhuma, por isso… não me interessa. E fazer sucessinho na Europa, ou ser hype no Brasil não é sinônimo de qualidade. Nunca o sucesso foi sinônimo de qualidade. Ele está muito mais para a publicidade que outra coisa. Pronto, agora podem atirar pedra na jornalistinha ressentida que fala mal de banda que não lhe concedeu entrevista. Sim, você pode ver por esse lado, mas daqui o que eu vejo é só mais uma modinha sem importância alguma, que não muda a vida de ninguém - aliás é só disso que é feito todo esse mundinho indie/pop - mas eu descobri que, assim como o Guedes falou (vocalista do Grenade, banda que entrevistei para minha reportagem), tudo isso é mesmo passageiro, coisa de adolescente ou de gente em adolescência tardia (não é à toa que as matérias foram publicadas no Folhateen), e que gastar muita saliva em cima disso é mais… a moo point. Eu estou aqui apenas contando uma história (coisa que adoro fazer e que leitores e futuros leitores do hipermoderna verão bastante por aqui).

Se o CSS me concedesse uma entrevista hoje eu faria? Pode ter certeza que sim! =)

Internet sem censura?

Vi uma campanha nuns blogues ae a favor da internet sem censura. A mim muito me interessou, porque essa história de ficar controlando o que escrevo aqui, sem palavrões, sem material impróprio para menores… vou te contar. Um saco. Maior hipocrisia. Anyway, fui toda feliz atrás do linque, “isso mesmo, vamos liberar os palavrões e as futilidades nos blogues metidos a sério”! Aí vi que se tratava daquele caso… aquele famigerado caso da Daniela Cicarelli x YouTube. O YouTube foi interditado por causa do acontecimento e um monte de gente ficou p. da vida (devo falar que bem no dia que a notícia começou a rodar eu fiz uso normal do YouTube, sem problema algum). Queremos nossos direitos de ver a Cicarelli pelada e rebolando! É louvável a causa, mas não o motivo que a causou. Get it? Até hoje eu não assisti ao video, não tenho a menor curiosidade, e até desconfio - apesar de toda indignação - que o que aconteceu na verdade foi mais um caso Paris Hilton, saca? ¬¬ Patético, nem em putaria as celebridades brasileiras conseguem ser criativas. Precisa vazar pela web um video da dita cuja fazendo sexo? Give me a break. Anfam. Eu, que antes disso até ia com a cara da Cicarelli, mesmo depois do ridículo casamento com o Ronaldinho (hem? alguém ainda se lembra disso?), passei a… ignorá-la simplesmente (ela parou de me ligar toda semana! Rarará!*). Jogue a primeira pedra aquele que discordar que tudo isso não foi um mero caso de Paris Hiltonissen. Será mesmo que eu sou a única cínica que interpreta dessa maneira? Bom, golpezinho baixo ou não, a ironia é o fato de que o povo protestou contra a censura da internet mas… motivados pela proibição dum videozinho pornô duma estrela sem muito brilho. Eu apoio a causa. Sem censura mesmo. Mas por mim, no que diz respeito a esse video, ele poderia ser confiscado até da cabeça de quem o viu, poderiam falar da reboladinha da garota o máximo possível, explorar nos programas todos os detalhes da anatomia da garota que estaria tudo igual. Minha vida continua.

Só pra refrescar a memória, porque considero pertinente lembrar, a Xuxa tirou de circulação TODAS as cópias daquele filme pornô que ela fez com uma criança.

A Carolina Dieckman entrou com um processo contra o programa Pânico (em 2005, zenon me engano) e eles não podiam nem pronunciar o nome Carolina enquanto o show estava no ar.

*créditos da minha risada virtual para o Simão, ele é quem ri assim, e eu o copio desde que comecei a usar internet.

PS. Penso que a maioria dos que se indignaram com a censura do YouTube foi porque foram simplesmente impedidos de fazerem uso regular do tão querido serviço, e não simplesmente porque eles não podiam mais ver a dona C. rebolando.
PS1. Provocações é aquele programa maravilhoso da TV Cultura que o Abujamra (que aliás, é nascido na mesma cidade que moi) apresentava aos domingos e agora está nas quartas. Eu o copio também. ^^