Ministro pede vista e julgamento sobre células-tronco é adiado
Fonte: Folha Online, por Lorenna Rodrigues
O ministro Carlos Alberto Menezes Direito pediu vista da ação que pede a inconstitucionalidade da Lei de Biossegurança. Com isso, o julgamento do STF (Supremo Tribunal Federal) sobre as pesquisas com células-tronco embrionárias será adiado por tempo indeterminado.
Conforme informou reportagem da Folha, Menezes Direito é católico militante. Faz parte da União dos Juristas Católicos do Rio de Janeiro e já deu declaração pública contra a utilização de células-tronco em pesquisas, em 2001.
Antes do pedido de vista, o relator, ministro Carlos Ayres Brito, havia votado contra a ação, ou seja, a favor da continuidade das pesquisas. Brito justificou seu voto com o argumento de que a vida só começa após o nascimento.
“Vida humana é o fenômeno que transcorre entre o nascimento e a morte cerebral. No embrião o que se tem é uma vida vegetativa que se antecipa ao cérebro”, declarou.
Mais cedo, a geneticista Mariana Zatz, coordenadora do projeto Genoma da USP (Universidade de São Paulo), havia dito que o adiamento do julgamento da ação que pede a inconstitucionalidade da Lei de Biossegurança seria frustrante.
“Será uma frustração porque nós simplesmente iremos adiar essa expectativa e vamos adiar a pesquisa”, declarou.
Votos
A presidente do STF, Ellen Gracie, adiantou o voto e disse que seguirá o relator, contra a inconstitucionalidade da lei.
“Não constato vício de inconstitucionalidade. Segundo acredito, o pré-embrião não acolhido no útero não se classifica como pessoa”, afirmou.
O ministro Celso de Mello elogiou o voto e também sinalizou que votará também contra a ação de inconstitucionalidade, a favor da lei.
Julgamento
O julgamento durou cerca de cinco horas. O procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza e o advogado da CNBB (Confederação Nacional dos Bispos do Brasil), Ives Gandra Martins, discursaram pela inconstitucionalidade da lei. Eles defenderam que a Constituição garante o direito à vida e que o embrião já seria um ser vivo.
“Há consistente convicção científica de que a vida humana acontece a partir da fecundação e o artigo 5º da Constituição garante a inviolabilidade da vida humana”, reiterou Souza.
Já o advogado-geral da União, José Antônio Dias Tofolli, o advogado do Congresso Nacional, Leonardo Mundim, e representantes de entidades favoráveis às pesquisas se manifestaram pelo não acolhimento da ação.
“O princípio é o mesmo, de defesa da vida humana”, declarou Tofolli.
PS. Sou totalmente A FAVOR das pesquisas com células tronco, o adiamento dessa decisão só está fazendo o Brasil ficar ainda mais atrás nas pesquisas científicas e em qualidade de vida (em sobrevivência!) - como bem disse hoje à tarde um entrevistado no jornal da Rede Bobo (não vou lembrar o nome), como SEMPRE quem perde com a proibição das pesquisas é a população pobre. Os ricos viajam para os países de primeiro mundo e realizam suas cirurgias caras. Aqui no Brasil… os pobres padecem.
Nova diversão na Zona Sul: jogar ovos pela janela
Desta vez é no Rio, mas também Zona Sul. Toda zona sul de cidade é rica? Bom, se bem que tem a extrema zona sul lá de Sampa que é pobre. Anyway, dá pra acreditar num absurdo desses? Além de atingir as pessoas na rua, completa falta de educação, esses descerebrados estão desperdiçando comida e artigos que muita gente não tem em casa e contribuindo com a poluição da cidade. Ô meu santo cristo, quando é que o Brasil vai virar um país de gente mesmo? Acho que nunca. Nota: eu sempre ODIEI essa Narcisa ridícula - e odeio mais ainda quem acha a Narcisa “bacana”, “legal” ou “engraçada”. Essa mulher é uma afronta à inteligência humana, à dignidade feminina… essa mulher é um LIXO! Ela mesma deveria se jogar pela janela, porque é um lixo igual ao ovo podre que usa pra sujar os outros. E olha que coisa interessante… os videos disponíveis na matéria, mostrando o ABSURDO dessas atitudes, não estão mais disponíveis no YouTube. Engraçado, né? Por que será? E o que você pode esperar de uma emissora de televisão cujo diretor participa de um ato hediondo desses? Como alguém consegue levar essa maldita rede Bobo a sério? Como esse cara tem esse emprego? Meu deus! Está tudo errado, tudo errado.
Nova diversão na Zona Sul: jogar ovos pela janela
Fonte: JB Online
RIO - Depois de espancar diaristas, agredir prostitutas e queimar mendigos, os jovens de classe média parecem ter descoberto outra forma de “diversão”. A nova brincadeira entre os alguns moradores da Avenida Vieira Souto, em Ipanema, - um dos metros quadrados mais caros da cidade - é jogar ovos das sacadas dos milionários apartamentos. Pedestres ou carros, não importa o alvo. Dois vídeos veiculados no site “Youtube” mostram a satisfação dos jovens com o ato de vandalismo. Nas imagens, a socialite Narcisa Tamborindeguy e João Eduardo Brizola, neto do ex-governador Leonel Brizola, aparecem jogando ovos pela janela. O diretor da TV Globo, J.B. de Oliveira, o Boninho, também é visto na gravação afirmando que já “acertou muita vagabunda”.
- Já taquei muito ovo pela janela. Já acertei muita vagabunda em São Paulo – afirma Boninho, que depois dá a receita: - Bota éter dentro do ovo e espera uns três dias e fica beleza.
No primeiro vídeo, dois jovens aparecem com uma caixa de ovos e jogam pela janela em plena luz do dia. À noite, mais estrago. Eles acertam vários carros que estão parados na rua. No site de relacionamentos “orkut” milhares de internautas entraram na página de Brizola demonstrando sua indignação.
No segundo vídeo, Narcisa se vangloria pela suas ações e diz que tem o costume de jogar diversos objetos pela janela.
- Eu taco tudo, adoro acertar, mas é difícil, né? Eu fecho a cortina, adoro me esconder. Quando eu fico muito louca eu jogo almofada, jogo roupa, jogo tudo que eu não gosto – diz ela, que também é recriminada no “orkut” por suas atitudes.
Outro que é flagrado nas imagens é o Socialite Bruno Chateubriand, que afirma já ter jogado uma vassoura e uma garrafa de big coke. Outras pessoas também são entrevistadas por João Eduardo e dizem já terem atirado pela janela camisinha, cigarro, sacos e baldes d’água e papel higiênico molhado.
Toda censura é burra, toda propaganda é enganosa
SLOGANS & BORDÕES
Por Alberto Dines em 31/7/2007
Fonte: Observatório da ImprensaCom jeito, manhosos, os publicitários ligados à Associação Brasileira de Propaganda (ABP) vestiram a fantasia de quixotes e iniciaram uma cruzada contra o que denominam de “censura”.
Aparentemente, pretendem barrar a proposta do Ministério da Saúde para disciplinar a propaganda de bebidas alcoólicas na TV e evitar que seja exibida em horário acessível às crianças e jovens. E, se forem bem-sucedidos, sobrarão argumentos para uma tacada final contra a classificação indicativa para a programação de TV, já adotada pelo governo.
A cruzada começou de mansinho com um comercial para rádio, mas na segunda-feira (30/7) foi exibido sem inibições no Jornal Nacional. O mote é irrespondível e irretorquível – “Toda censura é burra”. Óbvio, ninguém pode ser a favor do controle de informações e opiniões, mesmo os grandes anunciantes.
Por falta de inspiração ou de convicção na mensagem que deveriam vender, os redatores acabaram oferecendo um texto confuso sobre tabus populares e “aqueles que vêem problema em tudo”. No fundo, bem no fundo das suas cândidas almas, pensavam apenas nisso – toda propaganda é enganosa.
O que a revista inVeja aprontou para este ano? Parte III
VEJA APELA, JORNAIS REPERCUTEM
Como se fabricam os furos, por Alberto Dines em 31/7/2007
Fonte: Observatório da ImprensaCapa da última edição de Veja (nº 2019, de 1/8/2007): “Revelações das caixas pretas – comandante cometeu uma falha ao pousar; não houve aquaplanagem; por que o avião não parou a tempo; mas se a pista de Congonhas fosse mais longa…”.
O assessor especial da Presidência, o professor Marco Aurélio Garcia e o seu assessor de imprensa, Bruno Garcia, devem ter vibrado com a informação da revista que tanto irrita a militância palaciana – só não repetiram a alegre pantomima encenada dez dias antes porque já estavam escaldados.
No título das páginas internas (58-64), os editores de Veja proclamam que tiveram acesso ao conteúdo das caixas-pretas: “A tragédia, segundo as caixas-pretas”. Mais à frente, adiantam que as informações sobre a falha do piloto estão mantidas em sigilo.
Acontece que as revelações de Veja nada têm de novo e o sigilo é meramente formal: na sua edição de quinta-feira (26/7), portanto um dia antes do fechamento da edição da revista, o Estado de S.Paulo publicou em sua primeira página a notícia de que os primeiros dados extraídos da caixa-preta levaram a fábrica Airbus a emitir um comunicado aos pilotos para o uso correto do controle de potência.
E na página interna (C-10), o jornalão publica minuciosa reportagem sobre o sistema de aceleração do jato acompanhada por uma ilustração na qual explica o que é o manete, como funciona, qual a sua relação com o reversor das turbinas, e aventa hipóteses sobre o que pode ter acontecido.Efeito-manada
Na pressa de produzir mais um sensacional furo e levar alguém ao banco dos réus (no caso os pilotos mortos), os editores de Veja não prestaram atenção nas revelações do Estadão. Porém, lá no meio da sua matéria (pág. 61), admitem que naquela mesma quinta-feira o brigadeiro Jorge Kersul Filho, chefe de investigações do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), havia admitido publicamente que a aterrissagem com o reversor travado pode ter “influenciado psicologicamente” os pilotos.
Disse mais o brigadeiro: “Afirmar que o manete estava na posição errada e isso levou o avião a reagir daquela maneira é uma hipótese, é suspeita”.
Conclui-se que Veja não revelou coisa alguma, apenas esquentou informações difundidas por outros veículos. Além de ignorar a primazia do Estadão na divulgação da informação e usar uma ilustração semelhante à do jornal, a revista passou ao largo da prudência do investigador-mor da FAB jogando toda a responsabilidade pela tragédia sobre o comandante do jato. Na segunda-feira (30), com base na matéria de Veja, o brigadeiro Kersul declarou: “Não se pode criticar ninguém, isso é até pecado”. Como relação à culpa dos pilotos, explicou: “Eu jamais disse isso. O que sempre digo é que uma hipótese é os manetes não estarem em posição correta ou o comando eletrônico [do avião] não ter sido correspondente”. (Folha de S.Paulo, pág C-3, 31/7)
O mais exótico é que nas edições de sábado e domingo, os jornais foram na onda de Veja e esqueceram de atribuir ao Estadão os méritos pela notícia em primeira mão. Na realidade cumpriam a velha praxe em vigor há uma década: “Veja apela, jornais repercutem”.
[Em tempo (incluído às 17h10 de 30/7): Este observador deixou de registrar que em sua edição de quarta-feira (25/7), a Folha de S.Paulo (Cotidiano, pág. C-10), em matéria de Leila Suwwan, da sucursal de Brasília, noticiou o comunicado da Airbus a todos os pilotos do mundo a respeito da posição dos manetes em caso de reversores travados. O fabricante europeu teve acesso aos primeiros dados da caixa-preta para advertir com urgência às empresas e comandantes de jatos Airbus A320. Veja não leu a Folha de quarta nem o Estadão, de quinta.]“O presidente é o responsável”
Com este título irresponsável, delirante – e, como sempre, pessimamente escrito –, o papa da Opus Dei para assuntos jornalísticos, Carlos Alberto Di Franco, ofereceu na página 2 do Estado de S.Paulo (segunda-feira, 30/7) a sua contribuição mensal. O presidente no caso é o da República, Luiz Inácio Lula da Silva.
Este tipo de cruzada não fica bem para o diretor do Master em Jornalismo, doutor em Comunicação da Universidade de Navarra e seu representante no Brasil. Os editores brasileiros que passam por seu programa de treinamento merecem um paradigma melhor. E os leitores do Estado de S.Paulo merecem algo mais edificante do que esta histeria em letra de forma.
O Globo, que costuma reproduzir os textos assinados por Di Franco, desta vez escapou do vexame. Tinha um bom artigo na gaveta.
A passeata “Fora Lula Pelos Mortos do Acidente da Tam” (acontecida dias atrás na zona sul paulistana) devia ter sido encabeçada pelo Di Franco. Tudo ridículo, tudo ridículo gentem. ¬¬
Mulheres na Mídia
Elas conquistam espaço, mas ainda lutam por reconhecimento
em 12/6/2007
Fonte: Observatório da ImprensaNo último mês, o telejornal americano CBS Evening News registrou os menores Ãndices de audiência dos últimos 20 anos. Para a diretora da CBS News Linda Mason, um dos motivos pode ser o preconceito, por uma parte conservadora do público, em receber suas notÃcias diárias de uma âncora mulher.
A apresentadora Katie Couric é a primeira mulher a comandar sozinha um telejornal nacional no horário nobre nos EUA. “Tenho medo de que Katie esteja pagando um preço muito alto por ser a pioneira. Mas acredito que ela está abrindo um grande caminho e as pessoas vão começar a assistir, mas isto leva tempo”, diz Linda, que foi a primeira produtora mulher do CBS Evening News, há 30 anos. Ela deixa claro, entretanto, que sua afirmação não tem base em pesquisas; trata-se apenas de pura e simples opinião.Rostinho bonito
Recentemente, outros incidentes trouxeram à tona o debate sobre o preconceito com mulheres em programas jornalÃsticos. Seriam elas, em pleno século 21, vÃtimas de machismo?
John Klein, presidente da CNN nos EUA, foi pego no flagra quando perguntado a razão para a jornalista Kiran Chetry ter conseguido um importante cargo de co-âncora na emissora: o visual dela foi a primeira observação da resposta dele. “Uma olhada [em Kiran] responde por que ela merece a vaga”, afirmou Klein, para continuar, “ela é uma âncora fantástica, ilumina a tela. E tem paixão por jornalismo”.
Já o programa humorÃstico Daily Show, do canal Comedy Central, levou ao ar um segmento sobre as mulheres na TV a cabo que são consideradas “delÃcias”. A humorista Samantha Bee listou – por categorias – as jornalistas televisivas com quem o público gostaria de, digamos, passar um tempo junto.Todo mundo em baixa
Mas até onde os deslizes e piadas influenciam os Ãndices de audiência? Ainda que Linda Mason ache que o público esteja relutante com Katie Couric, os concorrentes do CBS Evening News também não andam lá muito bem das pernas. O Nightly News, da NBC, comandado por Brian Williams, tem apresentado números em baixa. O World News, da ABC, ancorado por Charles Gibson, passa pela mesma situação. Katie não acredita que o fato de ser mulher tenha tanta influência na audiência. “Sempre acreditei que leva um tempo para que o público fique confortável com uma pessoa nova – seja homem ou mulher”, comenta.
De acordo com a Radio and Television News Directors Association, instituição americana que disponibiliza programas, seminários e pesquisas para profissionais de rádio e TV, o publico está acostumado com mulheres na apresentação de telejornais locais. Segundo a instituição, 40% dos cargos nas redações de rádio e TV são ocupados por pessoas do sexo feminino. Informações de David Bauder [AP, 4/6/07].
Sinceramente, sinto falta de ter mais meninas aqui no hipermoderna. Ou mesmo mais meninas blogando, como probloggers. Sim, apesar de eu não fazer um puto com os anúncios aqui, me considero uma problogger. Escrevo sobre o que gosto, mas tenho as minhas restrições e milhares de concessões. Até agora vi uma garota só problogger, uma que tem um blogue de tecnologia (não vou saber fazer referência agora, não lembro nem o nome nem o endereço). Nessa esfera de gente falando sobre problogging, realmente, há poucas mulheres participando, aqui no Brasil. É a minha impressão, pelo menos.
O que a revista inVeja aprontou para este ano? Parte II
Ou Veja prova denúncias ou cai no descrédito
Por Alberto Dines em 1/6/2007
Fonte: Observatório da ImprensaJá deve estar pronta a edição da Veja que circulará amanhã. Pode ser uma edição histórica: ou condena o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), ou condena-se ao descrédito. Não há alternativas.
Além de oferecer um mínimo de provas ou, pelo menos, evidências para sustentar a acusação da semana passada sobre as supostas relações do senador com a empreiteira Mendes Junior, a revista faria muito bem se escapasse da esfera do escândalo e das demandas que sucedem romances mal-sucedidos.
Por enquanto, as acusações ao senador alagoano partem apenas do advogado da sua ex-namorada, evidentemente insatisfeita com os valores estipulados pela Justiça para a pensão alimentícia da filha de ambos.
Por conta de uma nova bomba, o senador Renan Calheiros cancelou a sua viagem a Londres para assistir ao amistoso entre Brasil e Inglaterra em Wembley, ao lado do presidente Lula. Quer estar aqui para rebater na hora: neste aspecto, o comportamento do senador está correto, ele não se omite.
Resta saber se aquilo que o senador Renan Calheiros designou como “calvário” acaba amanhã ou se este calvário vai transferir-se para Veja e contaminar a credibilidade da mídia como instituição.
O que a revista inVeja aprontou para este ano?
Renan, apagão aéreo, NavalhaFonte: Observatório da Imprensa
Por Alberto Dines em 29/5/2007
Comentário para o programa radiofônico do OI, 29/5/2007Há uma nova telenovela no ar, começada pela revista Veja na sexta-feira (25/5) e continuada na segunda (28) em pleno Senado da República. Ainda sem nome, poderá chamar-se “Licitações na alcova” ou “Acusações sem provas”, mas nem se sabe quanto tempo vai durar: se Veja está certa, o seriado pode ir longe; se o senador Renan Calheiros estiver com a razão, a imprensa terá contribuÃdo para enfraquecer o formidável Ãmpeto da Operação Navalha com denúncias infundadas.
Mas é preciso não esquecer a CPI do Apagão. Na sessão de segunda-feira (28), quando depuseram os controladores da Aeronáutica, ficou evidente aquilo que este Observatório vem dizendo desde outubro passado e a mÃdia, com exceção da Folha, procura disfarçar: o governo tem culpa na tragédia do Boeing.
Desde o inÃcio, o ministério da Defesa aposta todas as suas fichas na incriminação dos pilotos do Legacy, não lhe interessa dividir responsabilidades num episódio ocorrido durante o perÃodo eleitoral. Mas se a moda agora é desvendar mentiras e mazelas, não seria correto pensar apenas em empreiteiras e obras fraudadas.
Lições Contemporâneas: O Futuro do Jornalismo Impresso
Fonte: Observatório da Imprensa
Por Alberto Dines em 8 de maio de 2007A melhor homenagem que se pode prestar a Octavio Frias de Oliveira, neste momento, é começar a discutir o futuro do jornalismo impresso em nosso paÃs.
A contribuição de Frias foi decisiva em 1975, quando a imprensa estava paralisada pela censura e pela autocensura. Ao encampar a tese de Cláudio Abramo de que a distensão polÃtica só ocorreria quando os interlocutores perdessem o medo e começassem a falar, deu um passo decisivo em direção da valorização da opinião, do conteúdo e da substância jornalÃsticas.
Trinta e dois anos depois evidencia-se novamente a necessidade de pegar carona na conjuntura com uma visão mais afirmativa: chegou a hora de discutir o jornalismo impresso sem se importar com o que vai ocorrer nos próximos 32 anos.
Essa lengalenga apocalÃptica do fim da imprensa e sua transferência imediata para a virtualidade da internet revela um desconhecimento dos desdobramentos e acomodações do processo histórico. Convém à queles que não estão interessados em desenvolver os fundamentos originais do jornalismo – mantidos com muita vitalidade e criatividade nas mais importantes publicações do mundo. O jornalismo impresso não foi afetado pelas diferenças idiomáticas e culturais, seus traços essenciais podem ser identificados nos quatro cantos do mundo, testados diariamente nas mais dramáticas circunstâncias.
Os defensores do corte abrupto são na verdade defensores do fim da história, agentes da polÃtica de terra arrasada e do voluntarismo tipo “depois de mim, o dilúvio”.Matriz de inovação
O jornalismo impresso não acabou, está aÃ, vivo, estruturado e com uma capacidade inesgotável de produzir inovações. Suas desvantagens – quando comparado com a internet (ou à TV pela internet) – são ao mesmo tempo excelentes oportunidades para o exercÃcio do “jornalismo transcendental” mencionado por Bernard-Henry Levy.
A internet, por enquanto, é um sistema de comunicação, formidável arsenal de recursos tecnológicos de busca, transmissão e armazenagem de dados. Não conseguiu produzir um modelo narrativo diferenciado. É uma forma de participação à procura de uma gramática.
Significa que o jornalismo ponto com ainda não existe. Por enquanto, é uma réplica virtual e, de certa forma, improvisada do jornalismo standard, cujos paradigmas vêm sendo consolidados ao longo de 400 anos de trepidações e mudanças.
Algumas gerações de profissionais ainda precisarão percorrer os velhos caminhos do jornalismo tradicional, organizado e orgânico. Algumas gerações de leitores ainda necessitarão do periodismo, aquele breve intervalo entre edições capaz de permitir a sedimentação dos fatos e a compreensão exata dos acontecimentos.
O jornalismo impresso é uma matriz de inovações, ponte entre fases históricas. Ignorar suas enormes possibilidades é um salto no escuro. E um enorme desperdÃcio.
Ai, que delÃcia. Eu (quase) sempre estou certa. Tapão na cara com luva de pelica pra quem fica ae achando muita coisa dos seus bloguinhos propagadores de fofocas…! Rá! Eu amo o Alberto Dines.
Bill Gates no Brasil
Como é? O Bill Gates está vindo passar uns dias aqui no terceiro mundo? Não, meus caros. A presença dele aqui é financeira. Lógico, né, pela Microsoft! Não, ainda não, meus caros… por outras vias também. O Bill Gates COMPROU uma usina de cana de açucar aqui no Brasil. Onde? Assis, interior de São Paulo, vizinha de minha cidade natal. Por isso o fato me tocou assim… pessoalmente. Ao todo, os norte-americanos já compraram cerca de 40 usinas aqui no Brasil. Agora… adivinha por que? Gasolina, claro. Detendo a própria fabricação do álcool eles não precisam tirar os subsÃdios dos produtores dos EUA. Sem contar que o álcool de cana de açucar é muito mais barato que o de milho que eles têm por lá. Bill Gates comprou a Usina Nova América, de Assis, cujos antigos proprietários eram a famÃlia Rezende Barbosa, tradicional da cidade (um dos membros é parente direto de Antonio Cândido, o pintor). Em minha cidade a famÃlia rica e famosa, dona da Usina São Luiz, é a Quagliato - que possui parentesco com uns reis e rainhas lá da Europa (o paÃs eu não lembro). To longe de simpatizar com essas famÃlias latifundiárias, que botam os coitados dos bóias-frias pra trabalhar como quase escravos, embaixo de sol, chuva, frio de zero graus, com folgas - e olha lá - apenas aos domingos. Mas… deixar essas usinas nas mãos de norte-americanos tampouco me agrada. Imagino o que eles não estarão fazendo com o álcool daqui alguns anos, quando a gasolina se tornar realmente inviável.
Elefante II
Massacre at Virginia Tech
Fonte: CNNBLACKSBURG, Virginia (CNN) - The gunman who killed 30 people at Virginia Tech’s Norris Hall before turning the gun on himself was student Cho Seung-hui, university police Chief Wendell Flinchum said Tuesday.
University officials said they were still trying to determine whether Cho was responsible for an earlier shooting at a dormitory that left two dead.
Authorities are still investigating whether Cho had any accomplices in planning or executing Monday’s rampage, Col. Steven Flaherty of the Virginia State Police said.
“It certainly is reasonable for us to assume that Cho was the shooter in both places, but we don’t have the evidence to take us there at this particular point in time,” Flaherty said.
Cho, a 23-year-old South Korean and resident alien, lived at the university’s Harper Hall, Flinchum said. He was an English major, the chief said.
Cho was a loner and authorities are having a hard time finding information about him, said Harry Hincker, associate vice president for university relations.
A department of Homeland Security official said Cho came to the United States in 1992, through Detroit, Michigan. He had lawful permanent residence, via his parents, and renewed his green card in October 2003, the official said.
His residence was listed as Centreville, Virginia, a suburb of Washington, D.C.
Laboratório Pop
Não é só porque eu não me interesso mais pelo assunto que vou deixar de blogar sobre essas referências. Mesmo porque, tem um monte de indie nerd por aà e não sou eu que vou querer deixar essa freguesia de lado. Mesmo porque, hiper modernidade envolve temas que também não são muito do meu agrado, mas estou tentando manter uma certa (na medida do possÃvel) imparcialidade no que escrevo por aqui. Já me disseram que nessa coisa de problogger não é recomendável escrever besteira (ai!) nem ficar falando muito de si mesmo (ai de novo!). Anyway, considero pertinente, graças ao post abaixo, lincar aqui o Laboratório Pop, revista eletrônica sobre (óbvio) música pop, onde dois dos meus entrevistados atualmente escrevem: o Rodney Brocanelli e o Luiz Pimentel. E uma gafe: falei falei e falei sobre minha bendita reportagem INDIE x POP e não postei aqui um único linque para os leitores que, se existirem, quiserem conferir minha habilidade como jornalista. A reportagem foi publicada aqui, pelo Observatório da Imprensa, e aqui (que eu só descobri depois de buscar pelo meu nome no Google… ta bom vai, quem ainda não fez isso?). Abaixo, o trechinho inicial de O Pop e o Hype no Brasil, que foi o nome do meu trabalho de fim de curso. =)
Outubro é o mês-chave para a música pop: marca o lançamento mundial do segundo álbum dos nova-iorquinos do The Strokes: Room on Fire. Milhares de indies espalhados pelo mundo inteiro aguardam ansiosamente esse momento que vai confirmar (ou não) a afirmação de que os Strokes provocaram mesmo a nova revolução do rock, depois do grunge e do Nirvana.
Eles estão na capa de algumas das revistas musicais mais importantes da atualidade, como as britânicas New Musical Express e Q, e a norte-americana Rolling Stone. Aqui no Brasil, veÃculos como a Folha de S.Paulo, com crÃticos do porte de Ãlvaro Pereira Junior e Lúcio Ribeiro, a revista Zero, a MTV, inúmeros sÃtios, e-zines e blogs dedicam grandes espaços aos garotos de NY.
Só pra lincar aqui ainda mais referências à briguinha de Lúcio Ribeiro e Pereira Junior no Folhateen (que sooono!) a respeito da famigerada banda CSS (mais sooono!), o blogue do Denis Pedroso (que finalmente consegui conhecer ano passado quando ele veio discotecar indie com seu projeto In New Music We Trust aqui nesta cidade de m*rda em que atualmente moro) lincou um texto do The Putz Factory que, por sua vez, lincou o Hector Lima (que conheci anos atrás no Tim Festival e que está cansado de saber que eu não gosto de CSS). Adoro fazer árvore de referências, mesmo quando o assunto é, pelo menos para moi, um TÉDIO. ¬¬ E reitero aqui: estou com o senhor Pereira Junior e não abro. Ponto.
Cansou a minha beleza
Há muito que o assunto POP x INDIE deixou de me interessar. Descobri a verdade por trás disso tudo e simplesmente… quer saber? F*da-se. Há mundos muito mais interessantes a se explorar (o mundo da música eletrônica, por exemplo, ou minha recente paixão por ópera, desde que assisti ao Match Point). Anfam. Estava eu a clicar nos linques do hipermoderna e fui ao blogue da Soninha. De lá vi um linque para a Folha: “confira as matérias polêmicas do Folhateen sobre a banda CSS”, ou algo do tipo. Resolvi clicar. Adivinha quem eram os dois jornalistas assinando as matérias? Claro. Lúcio Ribeiro e Ãlvaro Pereira Junior. Como é que não suspeitei desde o princÃpio? Minha época de interesse pelo mundo indie/pop coincidiu com os anos que fiz jornalismo na Unesp. Meu trabalho de fim de curso, claro, foi abordar esse tema. Em geral, questões sobre cultura pop e comportamento ainda me interessam muito (olha só o nome deste blogue), mas agora é mais num nÃvel acadêmico. Questões sérias apenas. Não faz mais parte do meu dia a dia, nem da minha pessoa. Claro que em meu trabalho de fim de curso, que foi uma grande reportagem supostamente publicada pela revista Bravo (ou semelhante), entrevistei pessoas importantes da cena. Lúcio Ribeiro foi uma delas. Fui lá na Abril atrás dele, nervosÃssima. Ele foi muito simpático e me pagou o café. Eu ia entrevistar o Ãlvaro também - principalmente por uma questão sentimental, já que eu lia a coluna dele no Folhateen desde sempre, e certa feita ele publicou uma carta minha na qual eu defendia o Beck e elogiava o Soundgarden. Numa bela segunda-feira de manhã, minha carta publicada no Folhateen foi tema das conversas na classe. =) Ah, os adolescentes. Guardo essa coluna do Ãlvaro até hoje (porque tenho uma pequena gigante coleção de artigos de jornais e revistas, nacionais e internacionais, sobre - quase - tudo que possa se referir à música pop/indie/rock). Mas retomando… infelizmente não consegui a entrevista com o Ãlvaro. Eu estava lá no centro de São Paulo quando conversei com ele ao telefone, faltavam alguns minutos para as seis da tarde, e se eu quisesse encontrá-lo ainda disponÃvel na Globo teria que chegar lá até seis da tarde. CLARO que não ia dar tempo. Bom, ossos do ofÃcio. Outro jornalista importante que entrevistei para a minha matéria foi o Luiz Cesar Pimentel, editor da finada revista Zero. Fui almoçar com ele, outro moço e uma garota (eles almoçaram, eu estava ansiosa demais pra comer), depois conheci o lugar onde eles editavam a Zero. Foi uma tarde muito agradável. Agora, as bandas… já não foi tarefa tão fácil conseguir entrevista com elas. O que é bem inconveniente para o grupo (a não ser que você seja um dos irmãos Gallagher… mas você não é, né?); se você quer vender, tem que tratar seus fãs e jornalistas interessados em seu trabalho com, no mÃnimo, respeito. Uma das bandas que tentei entrevistar foi o CSS. Eu conhecia algumas músicas deles, e tinha achado tudo muito parecido com Le Tigre de fato, mas o estilinho era chamativo, eles eram famosos pelas performances escandalosas (Peaches?) de sua leading vocal… enfim, estavam se tornando hypezinho em SP. Seria legal, portanto, tê-los em meu trabalho. O negócio é que eu escrevi pra tal da vocalista japa e obtive ZERO (0) respostas dela. Começou aà minha antipatia pela banda. Se eu já não tinha gostado muito do som, já achava uma coisa muito Peaches wannabe, piorou tudo depois que muito educadamente a vocalista japa não me respondeu. Eu até insisti, deixei mensagens com meu email no fotologue da banda (não sei se existe ainda). Tudo deliberadamente ignorado. Claro, eu era uma zé ninguém ali querendo entrevistar a tal da vocalista que se jogava no chão e gritava e todo mundo ficava louco por ela… imagina que ela ia se dar ao trabalho? Outra: eu nunca fui de panelinha nenhuma, eu não era de panelinha nenhuma, eu odeio panelinhas. Até hoje. Bom, tudo isso pra explicar um dos motivos de minha antipatia pela banda (mas devo admitir que gostei duma música deles cujo videoclipe vive passando na MTV, e senti uma raivinha Ãntima por ter gostado duma música do CSS) e razão por que estou dedicando um post a essa banda, ao hype, ao indie, ao Lúcio Ribeiro e ao Ãlvaro Pereira Junior. Não preciso nem dizer que tomei o lado do Ãlvaro na crÃtica ao CSS, não? E fiquei muitÃssimo FELIZ por ter descoberto, finalmente, outro ser neste mundo que também não gosta de Cansei de Ser Sexy. Chega de oba-oba! Chega de elogios! Bom para os membros da banda que estão com esse sucessinho pela Europa, mas isso não afeta minha vida em p*rra nenhuma, por isso… não me interessa. E fazer sucessinho na Europa, ou ser hype no Brasil não é sinônimo de qualidade. Nunca o sucesso foi sinônimo de qualidade. Ele está muito mais para a publicidade que outra coisa. Pronto, agora podem atirar pedra na jornalistinha ressentida que fala mal de banda que não lhe concedeu entrevista. Sim, você pode ver por esse lado, mas daqui o que eu vejo é só mais uma modinha sem importância alguma, que não muda a vida de ninguém - aliás é só disso que é feito todo esse mundinho indie/pop - mas eu descobri que, assim como o Guedes falou (vocalista do Grenade, banda que entrevistei para minha reportagem), tudo isso é mesmo passageiro, coisa de adolescente ou de gente em adolescência tardia (não é à toa que as matérias foram publicadas no Folhateen), e que gastar muita saliva em cima disso é mais… a moo point. Eu estou aqui apenas contando uma história (coisa que adoro fazer e que leitores e futuros leitores do hipermoderna verão bastante por aqui).
Se o CSS me concedesse uma entrevista hoje eu faria? Pode ter certeza que sim! =)
Desde o inÃcio, o ministério da Defesa aposta todas as suas fichas na incriminação dos pilotos do Legacy, não lhe interessa dividir responsabilidades num episódio ocorrido durante o perÃodo eleitoral. Mas se a moda agora é desvendar mentiras e mazelas, não seria correto pensar apenas em empreiteiras e obras fraudadas. 












































