Tropa de Elite e sua Guerra Particular

Tropa de Elite é HYPE! Hiper HYPE! Todo mundo que eu conheço já assistiu ao filme (pela versão pirata, obviamente) e TODOS gostaram, sem exceção. Até gente que não gosta de cinema disse que gostou de Tropa de Elite. E ficam celebrando o Wagner Moura, que finalmente chegou ao “estrelato” (pra mim ele sempre foi estrela de primeira, AMO o trabalho dele); tradução: porque roubou a cena com seu vilão na novela das oito que acabou de acabar (como era o nome mesmo?) e, ao mesmo tempo, conquistou sucesso POPULAR com seu personagem em Tropa de Elite (que, parece-me é vilão também - e não herói, como andam proclamando por aí). Eu ainda não assisti ao filme, confesso; e confesso também que não estou assim tão entusiasmada pra assistir. Primeiro porque o tema, vamos lá, é batido. Brasil violento no cinema? Grande novidade. Os últimos anos foram recheados de filmes que tratam da pobreza e da violência brasileira. Cidade de Deus, por exemplo, outro filme que conquistou grande sucesso até mesmo entre os que não gostam de cinema (e tem Renato Cohen na trilha sonora!); Carandiru, outro exemplo. Mas minha falta de interesse em assistir Tropa de Elite se deve ao fato de que, há muito tempo, assisti ao documentário de João Moreira Salles: Notícias de uma Guerra Particular, de 1999 (para um trabalho de faculdade sobre maioridade penal), que tratava exatamente do mesmo tema: a violência no Brasil e, mais especificamente, a violência no Rio, nas favelas, o dilema do BOPE, as crianças de 7 anos carregando uma automática nos ombros (maiores do que elas mesmas) - e que me fez já ter uma boa idéia de como rola “a coisa” nos morros cariocas e os tiroteios entre traficantes e policiais. Portanto, Tropa de Elite, pelo menos pra mim, não seria nenhuma novidade. Esse documentário mudou minha perspectiva com relação a inúmeros assuntos, ele oferece um ponto de vista novo a tudo isso que ocorre em nosso país, e penso que deve ser interessante estabelecer um paralelo entre o documentário do Moreira Salles e o sucesso de Padilha (tudo bem, eu ainda não vi o filme mas vou ver néam, tem que ver). Acredito que os pontos de vista devem ser diferentes. É legal Tropa de Elite ter se tornado esse sucesso todo, é sempre bom ver que o cinema brasileiro pode ainda ser apreciado e, mais ainda, é ótimo trazer novas platéias à sala escura. Mas, além de Tropa de Elite, procurem assistir à Notícias de uma Guerra Particular. É importante e esclarecedor. Anyway, eu ia deixar passar em branco esse hype todo do Tropa de Elite aqui no hipermoderna, mas hoje vi um artigo interessante no blogue do Carlos Reichenbah (famoso cineasta brasileiro, pra quem não sabe), no qual ele analisa este novo fenômeno do cinema brasileiro e, agora há pouco, o próprio Capitão Nascimento (personagem de Wagner Moura no filme) me adicionou no Twitter. Rarará! Fui ver e ele já tem até um blogue: Capitão Nascimento, porra. Fantástico! =) Aliás, essa frase ele pronuncia no filme? Mais alguém encontrou semelhança entre ela e a famosa proferida pelo Dadinho (de Cidade de Deus)? Ops, Dadinho não! Dadinho é o caralho, meu nome agora é Zé Pequeno! =) Fantástico.

Nota: Eu acho o Wagner Moura um GATO! xD~~~ E o que é aquela VOZ, gentem? Que VOZ mais LINDA que ele tem! [suspiro] Além de ser um ator espetacular, claro. A foto abaixo eu roubei de uma entrevista com ele publicada pela Revista TPM. Vale a pena dar uma olhada, tem mais duas fotos dele que são bárbaras! ^^

Wagner Moura

Raquel Reed & Jeffree Star

Lendo meus feeds esta manhã, deparei-me com um post deveras interessante no Fashion Indie falando sobre a Raquel Reed e outras internet celebrities (à la Marimoon). O post aponta para outro blogue, o Angel Lust, que está promovendo uma votação para escolher sua It Girl favorita. It Girl seria, pelo que entendi, a denominação para essas garotas, no estilo da Raquel Reed, que fazem… nada. Elas ficaram famosas graças à internet fazendo, principalmente, auto-promoção. A partir daí aparecem convites para posar para fotos, fazer desfiles, formar banda etc etc etc. A moça do Fashion Indie considera a Paris Hilton uma It Girl também (e ela está errada, por acaso?). Anyway, de It Girls a internet está recheada, mas sinceramente eu considero a Raquel Reed a mais estilosa de todas aqui (das que estão disponíveis para votação). A moça tem meros 19 aninhos, mas parece que tem 30 (make up em excesso envelhece, sabia?), um fabuloso cabelo azul de dar inveja, é modelo e dançarina. Ela dança para o Jeffree Star, outra It Girl - mas metido a músico (adivinha o que ele toca? isso mesmo, electropop, o gênero mais clichê nesse mundinho - e eu gosto de electro, viu? Mas electro de verdade!). O Jeffree Star, por sua vez, tem um cabelo cor de rosa maravilhoso, é cheio de tattoos (ele daria uma ótima suicide girl também!) e também é outro bebê: meros 20 aninhos, com carinha de 40. Notem que, apesar do meu tom crítico aqui no post, eu admiro esses seres que conseguiram construir todo um mito ao redor de suas pessoas, graças à hiper exposição na internet. Tem que ter muita força de vontade viu, e ter ótimo conhecimento em marketing pessoal - isso é fato. Mas também admiro a make up e os cabelos hiper coloridos que eles usam, acho lindo esse visual neon. Ah, os tempos hipermodernos! =)

Raquel Reed

Raquel Reed

Jeffree Star

UDR e MC Carvão

Depois de dar uma de stalker atrás dos caras da UDR, resolvi pedir uma entrevista pro hipermoderna e aqui está ela! Prontamente respondida pelo MC Carvão, que ainda me indicou o site onde posso baixar o filme do Stewie (Family Guy). Maravilha! Não gostei quando ele respondeu ao meu pedido de entrevista dizendo pra eu não fazer perguntas-padrão. Afinal, o que são perguntas-padrão? Padrão de acordo com quem? Mas anyway, preferi não entrar no mérito dessa questão - também porque eu não estava a fim de levar uma chulapada verbal de um dos caras da UDR, e deixei quieto. Minha vontade de entrevistá-lo era maior! Eu só gostaria de saber se alguma vez eles já responderam seriamente a alguma entrevista. Ou será que eles nunca farão isso, porque eles são a UDR? Nisso, devo confessar, vejo muita semelhança entre a atitude da UDR e a de bandas de black metal underground (ressaltando o underground, porque banda black metal grande já não liga muito pra ficar inventando respostas que não sejam verídicas ou condizentes com a realidade objetiva). Desacordos à parte, segue abaixo a entrevista com o MC Carvão. Enjoy!

Se eu fosse VJ da MTV e a gente estivesse num programa ao vivo da MTV, você responderia minhas perguntas padrão? Por quê?
Taí uma boa pergunta. Acredito que não. Mesmo sabendo que os MTV-Brasil, nunca fariam perguntas que extrapolassem o conteúdo que eles podem disponibilizar.

Por que vocês são tão anais? A fase anal não é superada quando a gente é bebê (sabe né… fase oral, fase anal, fase fálica etc)?
Não é a UDR que é anal, o Brasil que é. O sexo anal tá na TV, no radio, nos impressos, nas escolas, no quarto dos nossos pais. Pouca gente sabe, mas a tecnologia usada para a descoberta do sexo anal era brasileira. Foi roubada pelos russos durante a guerra fria e até hoje é uma das principais fontes de renda no leste europeu. Viva o anal, viva o folclore brasileiro.

Pau no c* dói? Precisa fazer lavagem ou vai direto mesmo?
Nunca achei ruim. Por outro lado os cus nunca facilitaram pro meu lado. Não incomodo com lavagem não, sou da onda organica sabe?

Você e o Professor Aquaplay são um casal ou apenas bons amigos?
Um pouco dos dois sabe. O cristianismo nos da tão poucas opções.

Quão autobiográfica são suas letras?
Fazendo uma media entre todas, digamos que 80% de tudo é real e 20% é plagiado do Raduan Nassar. A vida é sempre uma caixinha de surpresas quando se trava uma batalha verborragica contra o Cristianitismo.

O que sua mãe pensa de você cantar tantos palavrões? Ela nunca quis limpar sua boca com sabão?
Você acha que é muito assim? Minha mãe sempre me diz que eu sou bonito e inteligente. Funciona pra mim e pra ela assim.

Por quê toda banda não gosta de rótulo e inventa um nome complicado pra definir seu som? O que vocês querem dizer quando falam que o som de vocês é “anti-cósmico”?
Não respondo pelas outras bandas. Mas no nosso caso é uma questão muito simples. Durante um pagode na minha casa, o proprio Satã sugeriu essa definição, nem lembro de todo o papo, foi tudo muito doido e teológico. Mas foi espontâneo e de coração, brodagem saca? A galera tinha bebido muito Cynar.

Uma colega que foi a um show de vocês em São Paulo (infelizmente eu ainda não pude vê-los ao vivo) me disse que se espantou ao ver os góticos descendo até o chão. O público da UDR é assim tão diverso? Tem mais homem ou mulher ouvindo UDR?
Nosso publico é bem diversificado, goticos, punks, metaleiras gordas com camisas do Nightwish, jogadores de futebol, professores de pilates. E com certeza a maioria é homem. Não digo que a maioria é hetero, mas com certeza a maioria tem rôla.

Vocês tocam mais em festival de metal (rock ou whatever) ou baile funk?
Tocamos mesmo é no coração dos jovens.

Rola trenzinho nos seus shows?
Quase todas as vezes. Logo depois do mosh e do momento em que pedimos que um casal suba no palco e se declare publicamente. É um grande show de vergonha alheia.

É a UDR ou o UDR?
Até a hora da virgem é o UDR, depois fica a UDR. Nos domingos eu prefiro chamar de Bruno.

Vocês são uma banda política? O que pensam de política? Gostam ou detestam? Em quem você votou na última eleição pra presidente?
Somos um duo de Karaokê-Metal. Penso que politica é masturbação. Votei no 666. (suponho que eles devem gostar de política então…)

Como toda banda faz quando está famosa, vocês já se mudaram pra São Paulo? Se não, pretendem?
Eu não acho que estamos famosos. Não vi ninguém imolando virgens em minha homenagem. Mudar pra São Paulo nem passa pela minha cabeça, já morei uns anos e cobri minha cota.

Vocês já estão ricos? Ou pretendem ficar?
Não estamos ricos mas sim, pretendemos ficar. Mas só depois de conhecer a Ivete Sangalo e fazer comercial de celular.

Quais são seus filme, livro e banda preferidos?
No momento são… filme: “Family Guy Presents: Stewie Griffin, The Untold Story” (bom gosto pra filme ele tem!); livro: “Bangalô do Marcelo Mirisola” e banda: Yacopsae.

Quem é o Vanderlei?
É a personificação de tudo de mais controverso e non-sense da humanidade. Como uma entidade que por forças ectoplasmaticas, se personifica.

Vocês se consideram hype? Como é ser hype, reconhecido na rua, dar autógrafo? Era o que você queria?
Não. Se me considerar hype, estarei colocando minha arte no mesmo patamar que todas as outras efemeridades, produzidas pelo homem, estão. Sendo assim não me acho nada alem que um artista em constante trabalho de atualização. As vezes acontece de alguem pedir autografo. Normalmente são nos meus sonhos, as vezes nos shows.

UDR é escatologia gratuita? O que vocês pretendem com suas letras: chocar, divertir, entreter, expressar seu mais profundo ser? Ou não pretendem nada?
Nada é de graça nesta vida. Nada. Cada letra tem sua razão para existir. Não quer dizer que cada uma tenha uma, a não-existencia é uma razão também. Pretendemos espalhar a palavra.

Diga alguma coisa que você gostaria que o mundo todo soubesse.
Eu gostaria que todo mundo soubesse falar esperanto. É tão style.

And… that’s all, folks! Confira o post que fiz outro dia pra ver os linques da UDR.

UDR @ Bonde Da Orgia De Travecos

Não sei em que planeta estava eu vivendo, mas ainda não conhecia UDR. Fui apresentada a eles há algumas semanas, na casa de um amigo, que botou os videos no YouTube pra gente ver e ouvir. A maioria dos videos do YouTube (do UDR) estão com baixa qualidade, recomendo os que você encontra neste site aqui que, inclusive, possui todas as mp3 pra baixar também. F*da! Não adianta catalogar o som do UDR, não é nem funk, nem rap, nem black metal (apesar de eles se auto denominarem “horda” - coisa que, pra quem não sabe, só true black metal costuma fazer, ao se referir à uma banda… portanto, horda = banda, em linguagem black metal. Como eu sei? Eu já fui black metal! Rarará! Mas eu já falei disso no hipermoderna antes). No MySpace dos caras eles descrevem seu som como ROCK N’ ROLL ANTI-CÓSMICO DA MORTE. Bom, néam? E renegam os títulos funk, black metal e rap. Bom, então já estamos esclarecidos, certo mano? Na foto do perfil deles você até duvida que aqueles dois moçoilos com cara de caseiros e bons filhos escrevem letras tão… tão… ofensivas. Se você é um ser que se ofende facilmente, vai ODIAR o UDR, então passa longe. Mas se você é TRUE mesmo e gosta do politicamente INCORRETO… UDR é perfeito pra você. Aproveitando, visita o perfil deles no MySpace mesmo, porque lá tem as músicas em versão de estúdio, e você pode entender melhor o que eles cantam (de novo: os videos no YouTube parecem ser mais populares entre os fãs da horda, mas são todos pedaços de show, aí fica aquela zoeira de barulho ao fundo, povo cantando junto, você mal consegue ouvir a letra - que é o que realmente vale a pena conhecer em se tratando de UDR).

Bonde da Orgia de Travecos

Eu tava com meus mano lá na minha quebrada, chegou o
Vanderlei e veio dar idéia errada
ele virou pra mim e fez a proposição: orgia de traveco
com scat de montão

Essa é a minha vida, cheirar pó e queimar pedra,
trepar com o traveco e depois fumar minha erva. Usando
altas drogas e adorando o cão, pregando o satanismo e
praticando a felação

Então vem nessa moçada que essa é a nova onda, faz
enema no traveco e depois cê lambe a sonda. Durante a
orgia rola pó e rola pinga, depois todos se injetam
usando a mesma seringa

Saindo do meu trampo, o farol vou avançando, não vou
ficar pra trás porque os traveco tão bombando. Tô
dando vários pico, com uma pica no cu, chupando um pau
preto para a glória do belzebu

Sem orgia de travecos fico triste e deprimido, com
orgia de travecos viro soropositivo. Vou fazer um fist
fuck entao traz a vaselina. Também traz um meião pra
gente cheirar benzina.

Eu tava com meus mano lá na minha quebrada, chegou o
Vanderlei e veio dar idéia errada
ele virou pra mim e fez a proposição: orgia de traveco
com scat de montão

Orgia de traveco não pode deixar barato, todo mundo
toma banho usando porra de macaco. Traveco cirurgião
regado a cocaína, remove o meu escroto e injeta
solução salina

Durante essa orgia, morderam minha bunda, depois gozei
na cara de um anão que era corcunda. A orgia de
travecos é uma coisa muito guet, a orgia ta rolando no
avião brutal do scat

Eu tava com meus mano lá na minha quebrada, chegou o
Vanderlei e veio dar idéia errada
ele virou pra mim e fez a proposição: orgia de traveco
com scat de montão

Gostou? Odiou? Está com vergonha? Simplesmente não dá pra passar ileso pelo UDR, alguma reação eles provocam. Se você, como eu, se tornou um stalker do UDR, aqui vão mais linques da horda: UDR oficial (acho), UDR não-oficial, mp3 e videos, MySpace e Orkut. Nota: o MC Carvão é uma GRAÇA! xD Mas acho que ele já está comprometido com os traveco, mano.

Trashy Life

It costs allot of money to look this cheap, TrashyLife.com

trashylife2No melhor estilo sexo, drogas e rock n’ roll. O clichê nunca sai de moda! Até agora eu simplesmente não sei o que essas moças fazem da vida com essa Trashy Life. São modelos? São… cantoras? São… animadoras de festa? Sinceramente, não sei. Imagino que sejam apenas mais duas dessas milhares de internet celebrities que vêm pululando nos últimos… um ano e meio. A princípio eu achei o visual original. Mas depois lembrei-me da Cyndi Lauper no começo de sua carreira… ah, nem tão original assim. A própria Zui faz referência à sua inspiração mais próxima em seu MySpace… o Twisted Sisters! Mais um sinal de que não existe mesmo pós-modernidade… ela apenas… se intensificou, digamos. Porque a Cindy Lauper não era tão sexualmente apelativa. O mesmo já não se pode dizer das garotas desse Trashy Life. Mas que eu gosto delas, eu gosto. Principalmente porque, tirando toda a maquiagem e parafernália, elas são garotas bem comuns. Feias até, eu diria (pelo menos uma delas é!). ^^ Olha bem pra Zui Suicide. Vê se ela não parece aquela atriz baixinha do Saturday Night Life? Igualzinha! xD Mais uma coisa… alguém CONFIRMA pra mim se esses cabelos todos ae são apenas apliques? Eu boto uma fé que é só aplique! Mas, anfam, sei lá né.

cyndi.jpgLinques you might wanna know:
Trashy Life Official
Trashy Life no MySpace
Trashy Life no BUZZNET
Audrey Kitching
Zui Suicide

MariMoon

Já fazia um tempo que eu estava pleiteando uma entrevista com uma internet celebrity e nunca que dava certo. Até que hoje, por fim, a espetacular linda maravilhosa mundialmente conhecida MARIMOON respondeu meu email e, prontamente, já me concedeu uma entrevista! Acho que ela estava entediada hoje à tarde… rarará! ;D O interessante é observar como essa moça já apareceu na mí­dia por ae e (a não ser que você seja um seguidor fanático da beldade) as pessoas nem ficaram sabendo. Moi, por exemplo, tinha visto a capa do Folhateen que ela fez e sabia que ela estava participando de um programa da MTV há algum tempo. No entanto, MariMoon foi capa até de revista de negócios, juntamente com outros jovens empreendedores - pra quem não sabe ela tem uma loja de roupas e acessórios; sem contar a incrí­vel habilidade de marketing pessoal que essa jovem paulistana possui - eu, do jeito que sou antipática, nem em mil anos de auto-retratos conseguiria o que Mariana Alves conseguiu. Olha só, ela é minha xará de sobrenome! ^^ Mas vamos ao que interessa… segue abaixo a entrevista fresquinha que consegui com a poderosa MARIMOON.

Qual seu nome verdadeiro e tua idade?
Mariana de Souza Alves Lima, 24 anos.

De onde surgiu essa idéia de “Marimoon”? Quem deu esse apelido a você?
Mariana é um nome muito comum, então eu procurei inventar um apelido que só eu tivesse. Não só para internet, mas pra vida toda mesmo. Criei MariMoon porque me identifico muito com uma personagem de anime/mangá chamada Sailor Moon.

Você pinta o cabelo desde quando?
Desde 2002! (ela já teve cabelo azul, roxo, preto, rosa, vermelho… acho que só está faltando verde agora!)

Lembro-me que existia o fotologue do anti-MariMoon (nos idos de 2003 um garoto botava uma peruca vermelha e uma coroa de princesa e dizia que era o anti-MariMoon). Quem era aquele cara? Você o conhecia?
Era um guri de Florianópolis totalmente desconhecido, que pagava gold (na época 15 reais a mensalidade) para postar fotos me parodeando. A brincadeira ficou meio pesada quando eu fiz um post falando que estava muito mal porque minha avó (hoje falecida) estava de novo com câncer na cabeça e ele ficou tirando sarro, dizendo que eu só queria atenção.

Por que você começou a tirar auto-retratos e colocá-los na internet?
Sempre adorei fotografia, produção, maquiagem, pós-produção etc. Comecei a brincar de fazer isso e publicar o resultado no fotolog, que na época (março de 2003) era um site de portifolios fotográicos. (a MariMoon é old skull!)

Como foi que você se “tornou” capa do Folhateen e estrelou aquele programa da MTV, o Vidalog? O que você pensa de tudo isso?
Desde o começo eu era uma das mais visitadas do fotolog e assim que começaram as matérias sobre o assunto em jornais, revistas e programas de TV eu sempre era chamada. Eu acho tudo muito divertido!

E a campanha para a Melissa, como surgiu?
Eles viram a matéria da Capricho, em agosto de 2006, em que eu fui capa. A revista tinha uma matéria que falava sobre fotolog e um ensaio de moda usando eu e outras fotologgers. Como a Melissa queria uma campanha que tivesse fotologgers, resolveram me chamar.

Se você fosse definir com uma palavra a sua pessoa, qual ela seria?
MariMoon. Acho que definir as pessoas com uma palavra é caminhar para os rótulos (?), e eu sou contra rótulos. Acho que cada vez mais a gente tem liberdade de ser quem quer, se identificar com muitos movimentos de música, moda e opinião diferentes e fazer o seu próprio mix.

Você estuda, trabalha, faz faculdade, curso de lí­nguas ou coisa do tipo?
Tenho uma loja virtual www.marimoon.com.br/loja há alguns anos, faço Moda (3º ano), sou figurinista, participo da coluna Top5 da revista Capricho e trabalho atualmente na campanha da Melissa como “embaixadora” (consultora e modelo).

Qual o seu filme, livro e artista musical preferidos?
Livros: Alice (os dois), 1984, Admirável Mundo Novo e Peter Pan
Filmes: Mágico de Oz, Brilho Eterno…, Amelie Poulain, O mundo de Jack
Bandas: Seychelles, Beatles, Garbage, Death Cab for Cutie

Você namora, é solteira ou casada? Visita sua famí­lia com frequência?
Sou solteira, não estou namorando no momento e sou muito ligada a amigos e famí­lia. Minha mãe mora no interior, eu a visito duas vezes por mês, e meu pai mora aqui SP, mas eu moro sozinha.

Você tem piercings e/ou tattoos? Onde?
Tenho só um piercing no lábio. Eu mudo muito de idéia e ainda não decidi qual tattoo vou fazer.

Gosta de política? Em quem você votou ano passado?
Sou trotskista (não sou do PSTU), anti-capitalista, atéia, fã de Marx, Lenin e Trotsky. Votei nulo porque acredito que eleição no sistema capitalista não adianta pra nada. Só uma revolução salvaria o mundo.

Quando é seu aniversário?
Dia 27 de setembro. Sou libra com ascendente em capricórnio.

Rapidinhas!
Prato: bolo de chocolate com calda de morango e sorvete de creme do Rascal;
Cor: roxo;
Pessoa: Ewan McGregor;
Cidade: New York;
Parte do corpo: olhos;
Tenis: Adidas;
Bairro de SP: Paulista-Jardins;
Balada: Funhouse;
Dia da semana: sábado, com certeza.

Imitando o Abujamra agora: enforque-se na corda da liberdade! Diga alguma coisa que você gostaria que o mundo todo soubesse.
http://www.climatecrisis.net

Um doce a MariMoon, não? Eu achei. E você que também gostou dela, ou você que já acompanha a carreira da beldade há anos, aqui vão mais alguns linques onde você pode encontrar mais coisinhas interessantes da moça: Fotolog, Flickr, Melissa e seu site oficial, ainda em construção.

Cansou a minha beleza

Há muito que o assunto POP x INDIE deixou de me interessar. Descobri a verdade por trás disso tudo e simplesmente… quer saber? F*da-se. Há mundos muito mais interessantes a se explorar (o mundo da música eletrônica, por exemplo, ou minha recente paixão por ópera, desde que assisti ao Match Point). Anfam. Estava eu a clicar nos linques do hipermoderna e fui ao blogue da Soninha. De lá vi um linque para a Folha: “confira as matérias polêmicas do Folhateen sobre a banda CSS”, ou algo do tipo. Resolvi clicar. Adivinha quem eram os dois jornalistas assinando as matérias? Claro. Lúcio Ribeiro e Álvaro Pereira Junior. Como é que não suspeitei desde o princípio? Minha época de interesse pelo mundo indie/pop coincidiu com os anos que fiz jornalismo na Unesp. Meu trabalho de fim de curso, claro, foi abordar esse tema. Em geral, questões sobre cultura pop e comportamento ainda me interessam muito (olha só o nome deste blogue), mas agora é mais num nível acadêmico. Questões sérias apenas. Não faz mais parte do meu dia a dia, nem da minha pessoa. Claro que em meu trabalho de fim de curso, que foi uma grande reportagem supostamente publicada pela revista Bravo (ou semelhante), entrevistei pessoas importantes da cena. Lúcio Ribeiro foi uma delas. Fui lá na Abril atrás dele, nervosíssima. Ele foi muito simpático e me pagou o café. Eu ia entrevistar o Álvaro também - principalmente por uma questão sentimental, já que eu lia a coluna dele no Folhateen desde sempre, e certa feita ele publicou uma carta minha na qual eu defendia o Beck e elogiava o Soundgarden. Numa bela segunda-feira de manhã, minha carta publicada no Folhateen foi tema das conversas na classe. =) Ah, os adolescentes. Guardo essa coluna do Álvaro até hoje (porque tenho uma pequena gigante coleção de artigos de jornais e revistas, nacionais e internacionais, sobre - quase - tudo que possa se referir à música pop/indie/rock). Mas retomando… infelizmente não consegui a entrevista com o Álvaro. Eu estava lá no centro de São Paulo quando conversei com ele ao telefone, faltavam alguns minutos para as seis da tarde, e se eu quisesse encontrá-lo ainda disponível na Globo teria que chegar lá até seis da tarde. CLARO que não ia dar tempo. Bom, ossos do ofício. Outro jornalista importante que entrevistei para a minha matéria foi o Luiz Cesar Pimentel, editor da finada revista Zero. Fui almoçar com ele, outro moço e uma garota (eles almoçaram, eu estava ansiosa demais pra comer), depois conheci o lugar onde eles editavam a Zero. Foi uma tarde muito agradável. Agora, as bandas… já não foi tarefa tão fácil conseguir entrevista com elas. O que é bem inconveniente para o grupo (a não ser que você seja um dos irmãos Gallagher… mas você não é, né?); se você quer vender, tem que tratar seus fãs e jornalistas interessados em seu trabalho com, no mínimo, respeito. Uma das bandas que tentei entrevistar foi o CSS. Eu conhecia algumas músicas deles, e tinha achado tudo muito parecido com Le Tigre de fato, mas o estilinho era chamativo, eles eram famosos pelas performances escandalosas (Peaches?) de sua leading vocal… enfim, estavam se tornando hypezinho em SP. Seria legal, portanto, tê-los em meu trabalho. O negócio é que eu escrevi pra tal da vocalista japa e obtive ZERO (0) respostas dela. Começou aí minha antipatia pela banda. Se eu já não tinha gostado muito do som, já achava uma coisa muito Peaches wannabe, piorou tudo depois que muito educadamente a vocalista japa não me respondeu. Eu até insisti, deixei mensagens com meu email no fotologue da banda (não sei se existe ainda). Tudo deliberadamente ignorado. Claro, eu era uma zé ninguém ali querendo entrevistar a tal da vocalista que se jogava no chão e gritava e todo mundo ficava louco por ela… imagina que ela ia se dar ao trabalho? Outra: eu nunca fui de panelinha nenhuma, eu não era de panelinha nenhuma, eu odeio panelinhas. Até hoje. Bom, tudo isso pra explicar um dos motivos de minha antipatia pela banda (mas devo admitir que gostei duma música deles cujo videoclipe vive passando na MTV, e senti uma raivinha íntima por ter gostado duma música do CSS) e razão por que estou dedicando um post a essa banda, ao hype, ao indie, ao Lúcio Ribeiro e ao Álvaro Pereira Junior. Não preciso nem dizer que tomei o lado do Álvaro na crítica ao CSS, não? E fiquei muitíssimo FELIZ por ter descoberto, finalmente, outro ser neste mundo que também não gosta de Cansei de Ser Sexy. Chega de oba-oba! Chega de elogios! Bom para os membros da banda que estão com esse sucessinho pela Europa, mas isso não afeta minha vida em p*rra nenhuma, por isso… não me interessa. E fazer sucessinho na Europa, ou ser hype no Brasil não é sinônimo de qualidade. Nunca o sucesso foi sinônimo de qualidade. Ele está muito mais para a publicidade que outra coisa. Pronto, agora podem atirar pedra na jornalistinha ressentida que fala mal de banda que não lhe concedeu entrevista. Sim, você pode ver por esse lado, mas daqui o que eu vejo é só mais uma modinha sem importância alguma, que não muda a vida de ninguém - aliás é só disso que é feito todo esse mundinho indie/pop - mas eu descobri que, assim como o Guedes falou (vocalista do Grenade, banda que entrevistei para minha reportagem), tudo isso é mesmo passageiro, coisa de adolescente ou de gente em adolescência tardia (não é à toa que as matérias foram publicadas no Folhateen), e que gastar muita saliva em cima disso é mais… a moo point. Eu estou aqui apenas contando uma história (coisa que adoro fazer e que leitores e futuros leitores do hipermoderna verão bastante por aqui).

Se o CSS me concedesse uma entrevista hoje eu faria? Pode ter certeza que sim! =)

Suicide Girls + CSI NY

Estranha combinação, mas foi o que assisti hoje no AXN. Uma suicide girl fora assassinada e a equipe de investigadores de CSI New York ficou encarregada de descobrir como e quem a matou. Achei engraçado porque geralmente, em séries, eles não fazem referência a serviços da vida real, digamos. Por exemplo, num episódio de Law & Order SVU uma menina fora acusada de planejar o assassinato de sua mãe através de um site de relacionamentos online, cujo nome era muito parecido com MySpace. =) Óbvia a referência, claro, mas mesmo assim… não era propriamente do MySpace que eles estavam falando. Por isso foi estranho ver no CSI New York toda essa publicidade para o Suicide Girls. Publicidade mesmo. Quanto será que o SG pagou pra ter esse episódio inteirinho dedicado a eles (até o logo do site aparece)? Uma pequena fortuna, imagino. Ou então, a namorada ou filha de um dos produtores do CSI é uma suicide girl. Só pode. Anyway, na série elas até explicam a filosofia por trás da marca, e como todas as garotas são irmãs e têm o mesmo sobrenome (Suicide) e como não tem nada a ver com suicídio o trabalho delas (poizé!). Aliás, esse nome me parece bem inadequado para um site que vende sexo (apesar de ter uma ótima aceitação). Sexo é perpetuação da espécie, bem o contrário de suicídio. Anfam. Fica pra outra hora minha análise pseudo social e psicológica do SG e de suas participantes. Mas, ainda assim, BIZARRA a publicidade que o CSI fez para o SG. Outra possibilidade me ocorreu agora… será que os donos da CBS estão fazendo negócios com o SG? Porque o SG também trabalha com videos. I wonder…