TV na web. Funciona?

Fonte: Observatório da Imprensa
Por Alberto Meneghetti em 28/8/2007
Reproduzido do Via Política em 27/8/2007

Neste mesmo instante em que você está lendo este artigo, certamente milhares de programadores no mundo inteiro estão pesquisando algoritmos de compressão de vídeo mais eficientes para tornar a distribuição e a exibição de vídeos e filmes pela web menos problemáticas e mais prazerosas, do ponto de vista do espectador.
A Euclid Discoveries, uma empresa norte-americana de tecnologia de ponta, deu um grande passo nesse sentido ao desenvolver uma nova técnica de compressão chamada EuclidVision™, que possibilita taxas de compressão que podem atingir a ordem de 15.168 para 1 em certos formatos de vídeo, melhorando a taxa de compressão do formato MPEG-4 em cerca de 460% e cerca de 600% para MPEG-2 e DVDs.
O resultado disso é que o novo algoritmo de compressão, baseado em objetos, consegue reduzir um filme inteiro – que antes media 700Mb – para meros 50Mb, quando compactado com o EuclidVision™. Como é um formato de compressão, quando um player for rodar o vídeo, ele descompactará e compactará dinamicamente o arquivo, mantendo a qualidade com um número reduzido de Megas.
Mesmo assim, alguns anos ainda se passarão até que o computador pessoal se transforme verdadeiramente numa central e entretenimento doméstico. Na verdade, o fator financeiro é bastante preponderante para que uma nova tecnologia prevaleça sobre a anterior. Vejam o caso do Skype. Sucesso absoluto, é utilizado por milhões de usuários no mundo, mas com uma qualidade nitidamente inferior ao da linha telefônica convencional. Só que é de graça (ligando-se de PC para PC), ou bem mais barato em ligações para telefones convencionais. Então toleramos essa imperfeição técnica sem maiores problemas.
Mas pensar em assistir à TV pela web por mais de 10 minutos, com uma programação similar a que encontramos nos canais de TV aberta, ou nos canais a cabo, com uma qualidade sofrível para quem tem uma conexão inferior a 1 Mb (realidade em quase 95% do planeta), é só mesmo para quem gosta de sofrer. Sem a menor dúvida, se faz necessário criar um conteúdo diferenciado para gerar audiência na web.

Bola da vez
Entre as melhores novidades da rede, quando o assunto é vídeo na web, destaco a rede online do diretor Spike Jonze (do badalado “Quero ser John Malkovich”), chamada VBS TV, com uma programação diversificada com clipes de bandas, guia de viagem e vídeos de Árcade Fire e Spoon. Sua tecnologia de streaming é eficiente, e roda vídeos em tela cheia sem problemas numa conexão superior a 2 MB. Tem até um controle remoto virtual que facilita a interatividade para seus usuários.
No Brasil, duas iniciativas nesse segmento prometem fazer barulho. O Sumo.TV, uma parceria entre a Cellcast (que produz o game-show Insônia) e a TV Cultura, tem seu conteúdo produzido pelo público e planeja trazer o melhor em vídeos criados por usuários de todo o mundo, além de estimular contribuições nacionais. Seu formato é similar ao do YouTube. Uma equipe faz a triagem dos vídeos e combina o melhor do conteúdo local e internacional.
Já o canal FIZ TV, da Editora Abril, exercita a convergência direta entre a web e a TV através da formação de uma grande comunidade de produção de vídeos, garantindo aos de maior audiência uma participação na futura programação de TV. Seu formato na web, bastante criativo, utiliza a mesma dinâmica de um blog, com participação ativa dos usuários.
Enfim, vamos ser pacientes porque depois da avassaladora invasão dos mp3 na rede mundial de computadores, o vídeo na web promete ser a bola da vez.

Raquel Reed & Jeffree Star

Lendo meus feeds esta manhã, deparei-me com um post deveras interessante no Fashion Indie falando sobre a Raquel Reed e outras internet celebrities (à la Marimoon). O post aponta para outro blogue, o Angel Lust, que está promovendo uma votação para escolher sua It Girl favorita. It Girl seria, pelo que entendi, a denominação para essas garotas, no estilo da Raquel Reed, que fazem… nada. Elas ficaram famosas graças à internet fazendo, principalmente, auto-promoção. A partir daí aparecem convites para posar para fotos, fazer desfiles, formar banda etc etc etc. A moça do Fashion Indie considera a Paris Hilton uma It Girl também (e ela está errada, por acaso?). Anyway, de It Girls a internet está recheada, mas sinceramente eu considero a Raquel Reed a mais estilosa de todas aqui (das que estão disponíveis para votação). A moça tem meros 19 aninhos, mas parece que tem 30 (make up em excesso envelhece, sabia?), um fabuloso cabelo azul de dar inveja, é modelo e dançarina. Ela dança para o Jeffree Star, outra It Girl - mas metido a músico (adivinha o que ele toca? isso mesmo, electropop, o gênero mais clichê nesse mundinho - e eu gosto de electro, viu? Mas electro de verdade!). O Jeffree Star, por sua vez, tem um cabelo cor de rosa maravilhoso, é cheio de tattoos (ele daria uma ótima suicide girl também!) e também é outro bebê: meros 20 aninhos, com carinha de 40. Notem que, apesar do meu tom crítico aqui no post, eu admiro esses seres que conseguiram construir todo um mito ao redor de suas pessoas, graças à hiper exposição na internet. Tem que ter muita força de vontade viu, e ter ótimo conhecimento em marketing pessoal - isso é fato. Mas também admiro a make up e os cabelos hiper coloridos que eles usam, acho lindo esse visual neon. Ah, os tempos hipermodernos! =)

Raquel Reed

Raquel Reed

Jeffree Star

reactable e o dia em que todos seremos bladerunners

Post roubado da minha amiga Dionea. Eu também, estou cansada de toda essa hipermodernidade nas nossas vidas. Se ao menos não ficasse só nisso, mas fica. Sempre fica. Quero voltar aos velhos tempos, quando Orkut e MSN não existiam, quando você só tinha acesso às pessoas via telefone. Às vezes cansa ser um simulacro.

Eu estava vendo os vídeos da turnê da Björk (2 posts abaixo) e deparei com um objeto estranho no palco: uma espécie de tabuleiro fluorescente, no qual um sujeito movia umas peças que emitiam sinais luminosos. Essa coisa futurista tem nome - é o reacTable (com T maiúsculo, porque é um trocadilho). O reacTable é, em resumo, um sintetizador virtual. Não é surreal?
Fiquei pensando no conceito de sintetizador virtual e lembrei da UNESP. A gente passava horas debruçada em textos sobre pós-modernismo e novas mídias, textos escritos quando os computadores tinham menos memória que meu Ipod. OK, não tínhamos Ipod na época, mas já então a discussão toda me parecia um deslumbramento com algo antigo, ultrapassado. Mas o reacTable trouxe tudo de volta com um espanto: o tal do simulacro não é discussão de velhinhos assustados com a internet porque nasceram num tempo em que nem TV existia. O hiper-real não é só uma crítica ao “nefasto” mundo da comunicação “sensacionalista” ou publicitária. Está tudo acontecendo agora, nas nossas vidas!
Nos blogs, orkuts, myspaces, messenger e second lives afora, todo mundo é um simulacro, é uma cópia de si mesmo, uma paródia, um pastiche, uma colagem, qualquer coisa dita nO que é pós-moderno - qualquer coisa, menos o que se é de verdade! O vazio de sentido que para os autores que eu li era “vanguarda”, hoje, por Deus, é rotina! Somos todos iguais aos filmes em que Nova York inteira explode, mas na verdade o que voa pelos ares é uma cidadezinha em miniatura. Nós exageramos nossa própria importância para sermos vistos, ampliamos e exibimos coisas mínimas: se apago meu scrap, imagino defender uma intimidade que na verdade não tem o menor valor; se escrevo meu cotidiano num blog, imagino minha vida algo de relevância suficiente para expôr ao mundo, quando na verdade… Cruzes! E eu que dava valor às palavras, fiquei me sentindo a maior ingênua. As palavras estão diluídas, no fim das contas nem há mais palavras, existem tags. E a sinceridade de alguém se mede pela quantidade de rótulos autodepreciativos que ela se atribui (por exemplo, participar de uma comunidade do tipo “eu só tenho um testículo” etc).
Acho tudo isso o fim da picada. Quero a volta do candeeiro, das pândegas, do mundo sem testimonial e sem miguxês, que pós-modernismo de cu é rola!

Aqui vale até o argumento da Unesp pra mim, porque a Dionea era minha amiga de classe na facul. Fizemos jornalismo juntas. Hoje estou desempregada, e ela trabalhando com Direito. Ah, esse jornalismo brasileiro, não sabe o que perdeu.

BoomBust

Gentem, olha que coisa mais linda: o Wagner Fontoura, responsável pelo BoomBust, me incluiu na segunda lista de convidados beta-testers! xD Tão feliz, adoro ser incluída assim (rauruaruaruaruarara! assunto para analista, faz favor)! Anyway, num post logo abaixo eu falei do que o blogue do BoomBust estava com problemas no IE também, e comentei que faria um post dedicado ao BoomBust. Pois aqui está: o BoomBust será um serviço de network com ênfase no lado empreendedor de seus usuários. Tudo feito aqui no Brasil, olha que coisa mais linda! Como o próprio Wagner diz:

A idéia é capacitar seus associados a tirar o maior proveito destas ferramentas de rede, seja nas suas vidas pessoais ou (e sobretudo) no campo profissional. O empreendimento de planos de negócios e projetos pessoais será amplamente estimulado e haverá a disponibilização gradual de recursos como alavancagem e fomento de capital empreendedor, treinamentos presenciais e online, coaching, dentre outras, - a partir exatamente das parcerias que se pretende formar com os próprios associados (ou não) e desenvolver no âmbito do próprio blog-comunidade (ou fora dele - por que não?).

Quão lindo é isso? Hiper lindo, gentem, e veio na hora certa pra moi, porque agora, além de blogueira profissional, sou uma designer de interiores. Estou abrindo junto com minha amiga Samira a Dessiner Design, e já fica aqui a dica pra quem quer reformular o aconchego de seu cômodo preferido ou seu escritório. Com toda essa hipermodernidade que o BoomBust oferece, melhor lugar não há pra divulgar nosso serviço, angariar leitores para o hipermoderna, trocar linques e todas essas coisas fantásticas que um (bom) serviço de networking pode oferecer. Vida longa ao BoomBust! Aqui está a segunda lista de convidados beta-testers do BoomBust.

1. Evandro Nunes
2. Sérgio Nascimento
3. Cristian Trentin
4. Carlos Lippel
5. Frederick van Amstel
6. Thiago Marangon
7. Erika Ávila Daikawa
8. Danusia R.
9. José de M. Falcão
10. Pedro Menezes
11. Denise Arcoverde
12. Calebe
13. Cristian Weiser
14. Jairo Siqueira
15. Felipe Gubert
16. Maurus Henriques
17. Mateus

Trashy Life

It costs allot of money to look this cheap, TrashyLife.com

trashylife2No melhor estilo sexo, drogas e rock n’ roll. O clichê nunca sai de moda! Até agora eu simplesmente não sei o que essas moças fazem da vida com essa Trashy Life. São modelos? São… cantoras? São… animadoras de festa? Sinceramente, não sei. Imagino que sejam apenas mais duas dessas milhares de internet celebrities que vêm pululando nos últimos… um ano e meio. A princípio eu achei o visual original. Mas depois lembrei-me da Cyndi Lauper no começo de sua carreira… ah, nem tão original assim. A própria Zui faz referência à sua inspiração mais próxima em seu MySpace… o Twisted Sisters! Mais um sinal de que não existe mesmo pós-modernidade… ela apenas… se intensificou, digamos. Porque a Cindy Lauper não era tão sexualmente apelativa. O mesmo já não se pode dizer das garotas desse Trashy Life. Mas que eu gosto delas, eu gosto. Principalmente porque, tirando toda a maquiagem e parafernália, elas são garotas bem comuns. Feias até, eu diria (pelo menos uma delas é!). ^^ Olha bem pra Zui Suicide. Vê se ela não parece aquela atriz baixinha do Saturday Night Life? Igualzinha! xD Mais uma coisa… alguém CONFIRMA pra mim se esses cabelos todos ae são apenas apliques? Eu boto uma fé que é só aplique! Mas, anfam, sei lá né.

cyndi.jpgLinques you might wanna know:
Trashy Life Official
Trashy Life no MySpace
Trashy Life no BUZZNET
Audrey Kitching
Zui Suicide

MariMoon

Já fazia um tempo que eu estava pleiteando uma entrevista com uma internet celebrity e nunca que dava certo. Até que hoje, por fim, a espetacular linda maravilhosa mundialmente conhecida MARIMOON respondeu meu email e, prontamente, já me concedeu uma entrevista! Acho que ela estava entediada hoje à tarde… rarará! ;D O interessante é observar como essa moça já apareceu na mí­dia por ae e (a não ser que você seja um seguidor fanático da beldade) as pessoas nem ficaram sabendo. Moi, por exemplo, tinha visto a capa do Folhateen que ela fez e sabia que ela estava participando de um programa da MTV há algum tempo. No entanto, MariMoon foi capa até de revista de negócios, juntamente com outros jovens empreendedores - pra quem não sabe ela tem uma loja de roupas e acessórios; sem contar a incrí­vel habilidade de marketing pessoal que essa jovem paulistana possui - eu, do jeito que sou antipática, nem em mil anos de auto-retratos conseguiria o que Mariana Alves conseguiu. Olha só, ela é minha xará de sobrenome! ^^ Mas vamos ao que interessa… segue abaixo a entrevista fresquinha que consegui com a poderosa MARIMOON.

Qual seu nome verdadeiro e tua idade?
Mariana de Souza Alves Lima, 24 anos.

De onde surgiu essa idéia de “Marimoon”? Quem deu esse apelido a você?
Mariana é um nome muito comum, então eu procurei inventar um apelido que só eu tivesse. Não só para internet, mas pra vida toda mesmo. Criei MariMoon porque me identifico muito com uma personagem de anime/mangá chamada Sailor Moon.

Você pinta o cabelo desde quando?
Desde 2002! (ela já teve cabelo azul, roxo, preto, rosa, vermelho… acho que só está faltando verde agora!)

Lembro-me que existia o fotologue do anti-MariMoon (nos idos de 2003 um garoto botava uma peruca vermelha e uma coroa de princesa e dizia que era o anti-MariMoon). Quem era aquele cara? Você o conhecia?
Era um guri de Florianópolis totalmente desconhecido, que pagava gold (na época 15 reais a mensalidade) para postar fotos me parodeando. A brincadeira ficou meio pesada quando eu fiz um post falando que estava muito mal porque minha avó (hoje falecida) estava de novo com câncer na cabeça e ele ficou tirando sarro, dizendo que eu só queria atenção.

Por que você começou a tirar auto-retratos e colocá-los na internet?
Sempre adorei fotografia, produção, maquiagem, pós-produção etc. Comecei a brincar de fazer isso e publicar o resultado no fotolog, que na época (março de 2003) era um site de portifolios fotográicos. (a MariMoon é old skull!)

Como foi que você se “tornou” capa do Folhateen e estrelou aquele programa da MTV, o Vidalog? O que você pensa de tudo isso?
Desde o começo eu era uma das mais visitadas do fotolog e assim que começaram as matérias sobre o assunto em jornais, revistas e programas de TV eu sempre era chamada. Eu acho tudo muito divertido!

E a campanha para a Melissa, como surgiu?
Eles viram a matéria da Capricho, em agosto de 2006, em que eu fui capa. A revista tinha uma matéria que falava sobre fotolog e um ensaio de moda usando eu e outras fotologgers. Como a Melissa queria uma campanha que tivesse fotologgers, resolveram me chamar.

Se você fosse definir com uma palavra a sua pessoa, qual ela seria?
MariMoon. Acho que definir as pessoas com uma palavra é caminhar para os rótulos (?), e eu sou contra rótulos. Acho que cada vez mais a gente tem liberdade de ser quem quer, se identificar com muitos movimentos de música, moda e opinião diferentes e fazer o seu próprio mix.

Você estuda, trabalha, faz faculdade, curso de lí­nguas ou coisa do tipo?
Tenho uma loja virtual www.marimoon.com.br/loja há alguns anos, faço Moda (3º ano), sou figurinista, participo da coluna Top5 da revista Capricho e trabalho atualmente na campanha da Melissa como “embaixadora” (consultora e modelo).

Qual o seu filme, livro e artista musical preferidos?
Livros: Alice (os dois), 1984, Admirável Mundo Novo e Peter Pan
Filmes: Mágico de Oz, Brilho Eterno…, Amelie Poulain, O mundo de Jack
Bandas: Seychelles, Beatles, Garbage, Death Cab for Cutie

Você namora, é solteira ou casada? Visita sua famí­lia com frequência?
Sou solteira, não estou namorando no momento e sou muito ligada a amigos e famí­lia. Minha mãe mora no interior, eu a visito duas vezes por mês, e meu pai mora aqui SP, mas eu moro sozinha.

Você tem piercings e/ou tattoos? Onde?
Tenho só um piercing no lábio. Eu mudo muito de idéia e ainda não decidi qual tattoo vou fazer.

Gosta de política? Em quem você votou ano passado?
Sou trotskista (não sou do PSTU), anti-capitalista, atéia, fã de Marx, Lenin e Trotsky. Votei nulo porque acredito que eleição no sistema capitalista não adianta pra nada. Só uma revolução salvaria o mundo.

Quando é seu aniversário?
Dia 27 de setembro. Sou libra com ascendente em capricórnio.

Rapidinhas!
Prato: bolo de chocolate com calda de morango e sorvete de creme do Rascal;
Cor: roxo;
Pessoa: Ewan McGregor;
Cidade: New York;
Parte do corpo: olhos;
Tenis: Adidas;
Bairro de SP: Paulista-Jardins;
Balada: Funhouse;
Dia da semana: sábado, com certeza.

Imitando o Abujamra agora: enforque-se na corda da liberdade! Diga alguma coisa que você gostaria que o mundo todo soubesse.
http://www.climatecrisis.net

Um doce a MariMoon, não? Eu achei. E você que também gostou dela, ou você que já acompanha a carreira da beldade há anos, aqui vão mais alguns linques onde você pode encontrar mais coisinhas interessantes da moça: Fotolog, Flickr, Melissa e seu site oficial, ainda em construção.

Blogue já tem 10 aninhos! Parabéns pra ele!

Acabei de receber este texto de uma amiga e simplesmente não poderia deixar de postar. Ai, o hipermoderna ta virando um CTRL+C CTRL+V do c*cete! Mas… quando o texto está tão bem escrito… pra que eu vou reescrevê-lo?

Blogs completam uma década
Fonte: Comunique-se

Foi em abril, há dez anos, quando o especialista em informática Dave Winer começou a escrever um diário na internet que seria conhecido como weblog - termo criado por Jorn Barger - e, atualmente, blog. Existe a polêmica se Winer foi ou não o primeiro blogeiro (Barger também é citado como o pioneiro com seu robotwisdom), mas parece certo acreditar que somente com Winer e seu Scripting News a interatividade e o que hoje nos acostumamos a ver como blogs foram finalmente consolidados. Desde então, os blogs caminharam lentamente para assumirem um papel cada vez mais ativo na mí­dia convencional. Os grandes portais convidaram vários
jornalistas e especialistas para criarem blogs em seus domí­nios enquanto profissionais como o jornalista Ricardo Noblat passaram a usá-los como mais uma ferramenta de trabalho.
Jornais e blogs
No iní­cio do mês Silvio Meira, cientista-chefe do Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife (C.E.S.A.R) e blogueiro do Portal G1, lembrou que houve outra situaçã£o semelhante à revolução dos blogs antes mesmo do advento dos microcomputadores. Isso ocorreu com a idéia do ourives Johannes de Gutemberg, que criou uma prensa capaz de livrar a cópia de textos da tradicional forma de disseminação através de manuscritos que monges copiavam a mão. Dali para frente a publicação de textos tornou-se mais veloz e rápida. No ambiente virtual , os blogs
permitiram que qualquer usuário da internet publicasse seus textos mesmo que não soubesse nenhuma linguagem de programação.
“Em um futuro relativamente próximo, creio que blogueiros poderão se sustentar com as rendas de seus blogs. Principalmente por conta de receitas publicitárias, uma vez que o mercado paulatinamente tem se conscientizado de que blogueiros, por arregimentarem leitores fiéis, são
mais eficazes junto a determinados nichos especí­ficos do que muito banner de portal”, afirma Alexandre Inagaki, jornalista e autor do blog Pensar Enlouquece. Para ele, a blogosfera conseguiu agregar formadores de opinião que publicam textos sem os ví­cios da mí­dia tradicional.
Profissionalização
“Acompanhei o crescimento e a profissionalização dos blogs, na verdade acompanhei o próprio nascimento deles, então tinha uma boa idéia do potencial. Quando vi que havia uma estrutura de publicidade já funcionando no Brasl - o Google AdSense - percebi que o blog estava pronto pra dar dinheiro”, revela Carlos Cardoso, visto na blogosfera como o primeiro problogger (aglutinação de professional blogger ou blogueiro profissional) brasileiro com o seu Contraditorium, que trata
exatamente de como transformar blogs em veí­culos rentáveis. Cardoso lembra que só começou seu blog quando passou a acreditar que eles poderiam dar dinheiro. “Na verdade já dava, mas ao invés de 100 dólares em um blog, eram 100 blogs ganhando um dólar”, explica. Em outras partes
do mundo, blogs que sustentam seus donos já rendem através de anúncios online, mas no Brasil isso ainda não é tão frequente.
Amadurecimento
Ataques terroristas e as recentes guerras ajudaram a fortalecer o blog como mí­dia. Blogueiros de Nova Iorque conseguiram manter internautas informados enquanto portais tiveram problemas devido ao excesso de acesso durante o ataque às torres gêmeas em 2001. Para o jornalista
Raphael Perret, mestre em Informática e pesquisador de comunicação online, outro bom exemplo de ação que consolidou a credibilidade dos blogs foi o Salam Pax, que falava sobre as dificuldades da vida no regime iraquiano de Saddam Hussein e tornou-se porta-voz dos civis
iraquianos durante a guerra do Iraque, em 2002.
“Sem dúvida, uma série de episódios contribuiu para o avanço da popularidade dos blogs. No Brasil, destaco: o oferecimento de serviços de hospedagens pelos grandes portais, a publicação de colunas sociais sobre blogs nos suplementos de informática dos jornais, com a atitude pioneira do Jornal do Brasil (2001); e o lançamento de blogs pelo Globo Online, mantidos por seus jornalistas e colunistas (2003)”, afirma Perret que também é autor dos blogs Butuca Ligada e Tá na tela. De acordo com ele, estas ações apresentaram o blog aos chamados soft users, ou seja, usuários que navegam por pouco tempo na internet. Desde então, vários jornalistas passaram a assumir o blog como uma extensão do seu trabalho ou como uma forma de publicar os textos que quisessem sem a necessidade do crivo de um editor. No Comunique-se, a ferramenta Blog-se
passou a ser a casa dos textos do quadrinista Miguel Paiva ou uma extensão da divertida coluna Jornal da Imprensa de Moacir Japiassu.
Coluna eletrônica
“Acho que cada um tem um motivo para manter um blog, depois que a ferramenta deixou aquela imagem de diário adolescente para transformar-se, pelo menos entre os jornalistas, num instrumento de exposição de idéias, notí­cias, comentários, ou seja, numa grande coluna
eletrônica. No meu caso, o interesse é manter viva a discussão sobre assuntos que envolvam a cobertura policial”, explica o jornalista Marco Zanfra, autor do Manual do Repórter de Polí­cia e do blog Repórter de Polí­cia. Zanfra lembra que, enquanto o manual, apesar das atualizações, é uma obra estética, o blog pode ser uma ferramenta para que colegas do meio mantenham-se constantemente atualizados e para que possa ser usada junto com outros trabalhos. Para Cardoso, escritor de livros de informática e ex-redator publicitário, a carreira de blogueiro pode ser ainda mais promissora do que outras. Mesmo com tantos jornalistas na blogosfera, os blogueiros precisam saber mais do que montar o lead ou conduzir uma entrevista. De acordo com o blogueiro, um jornalista medí­ocre pode ser capaz de cumprir funções simples por anos em um grande veí­culo. A mesma regularidade não valeria se ele quisesse se sustentar pelo seu blog. “Em um blog, ele jamais conseguirá destaque se não for bom. A principal vantagem - não ter um veículo por trás- se torna a maior desvantagem, se você for um jornalista sem grandes arroubos criativos, estilo ou imaginação. No ambiente da blogosfera acontece um darwinismo diferente. Há espaço para todos, mesmo os mais inaptos, mas isso só quer dizer que seu blog terá o direito de existir, não que alguém vá lê-lo”.

Copiando agora o Cocadaboa.
Como arranjar inimizades na blogosfera - parte I
Eu nunca fui com a cara desse Cardoso, sabia? Apesar de nem saber a cara dele. Poucas foram as vezes que gostei do que ele escreveu, ou me identifiquei com alguma coisa postada por lá. Mas depois que li o que esse ser comentou (em negrito no texto acima) sobre blogueiro e jornalista… agora mesmo que eu não gosto desse cara. Discordo veementemente quando ele diz que se o blogue não é bom, não faz sucesso. Além de ser um argumento clichê, internautas brasileiros não são exigentes. Pelo menos, não a maioria. Ta cheio de blogueiro de b*sta por ae virandinho internet celebrity, mas o conteúdo que ele espalha pela rede não acrescenta praticamente nada à vida alheia. Todo santo dia topo com mais um blogue brasileiro ruim de conteúdo e péssimo de aparência… mas com ótimas estatí­sticas de acesso. Qual o valor dum blogue que só posta vi­deo do YouTube, por exemplo? Além de um mí­nimo entretenimento… não há mais nada.

Nota. Pode meter o pau aí­ nos comentários, viu. Só não reclama depois se ele for apagado. O blogue é MEU e eu deixo comentário de quem eu quiser. Blogue não é jornal e não precisa estar comprometido com “a verdade”, “a objetividade” nem com “a análise crí­tica e imparcial dos fatos”. Qualquer jornalista sabe que tudo isso é lenda… Humpf. ¬¬

Joost: TV, the way you want it

Okay. Okay. Eu não estava lá tão empolgada com o Joost porque meu computador é uma b*sta, então nem dá gosto de assistir nada online. Nem YouTube eu não uso muito. Mãs… Joost virou buzz, e eu não posso deixar de comentar buzz no hipermoderna. Ainda mais que eu AMO televisão. Não, eu não amo a Globo. Eu odeio a Globo. Mas eu amo os seriados e amo Chaves, e não posso viver sem eles! Assim que eu vi que pra fazer download do software do Joost você precisa de um convite… pronto. Já elvis. Virou obscuro objeto de desejo meu fazer parte do Joost. QUEM TEM CONVITE DO JOOST PRA ME DAR? Mais ou menos algo como o Orkut e o Gmail eram no comecinho… Como? Você não sabia? Sim, meus caros, tanto Orkut como Gmail eram serviços oferecidos somente para clientes VIP. Eu posso dizer, com muito orgulho, que sou uma dinossaura do Orkut. Fiz minha conta por lá em março de 2004, e alguns meses depois, fiz no Gmail. Tudo convite deste moço aqui. Mas ele só me convidou porque eu sou VIP pra ele, ta bom? Então nem adianta você vir mendigando coisas pro Du, porque ele só convida a mim. ¬¬ Humpf. Anyway, você que caiu de pára-quedas no hipermoderna… vou explicar. O Joost é um serviço gratuito de televisão online. Ainda está em sua versão beta e, como disse anteriormente, só usuários VIP fazem download do software. Mas do jeito que a coisa anda bombando ultimante, logo logo eles abrem o Joost pra galera geral. Segundo o site, você não precisa se preocupar com horário nenhum, porque os programas estão disponíveis a qualquer hora do dia e da noite (muito bom!), a qualidade da imagem é excelente, e os programas são aqueles que você já conhece… é a televisão da sua casa, no seu computador. Tem o National Geographic, a Warner, a MTV e muitos outros (alguns canais só estão disponíveis para os Estados Unidos, outros só para a Inglaterra, mas creio que a maioria pode ser vista de qualquer canto do mundo mesmo). Agora… vem falar que você também não está doido por uma conta no Joost? Vou abrir uma campanha: DOE UM CONVITE DO JOOST PARA OS EXCLUÍDOS! Nesses excluídos, está inclusa minha persona, assim como qualquer leitor que resolver aderir à campanha de mendicância por um convite do Joost. O slogan vai ser: Ajude a diminuir a fome digital! Doe um convite do Joost para quem ainda não tem! =)

Nota. É, eu sei que repeti a palavra Joost muitas vezes ao longo deste textico de nada. Deixa queto.

Mas afinal… o que é Web 2.0?

Eu me fazia essa pergunta há tempos. Desde que comecei a pesquisar mais sobre SEO, tecnologia, internet, new media e other stuff de gente nerd (geeks!) me deparei com esse termo: web 2.0! E nunca que conseguia encontrar uma explicação satisfatória para o mesmo. Também achei, como o autor do texto que vou citar logo abaixo, que a web 2.0 era algo de ultra novo mega revolucionário dentro da internet… esse nome, aliás, é tão pomposo, não? Imaginei que a internet estaria entrando num outro patamar de desenvolvimento, com ferramentas poderosas, novos meios de comunicação (tipo… transmissão de pensamento via internet, saca? Rarará! Não, to brincando!) etc e tal. Não vou me prolongar muito porque tudo o que você precisa saber sobre o termo Web 2.0 você vai encontrar neste linque. Abaixo, um trechinho do artigo, pra você que está morrendo de curiosidade e se perguntando exatamente: mas afinal… o que é web 2.0?

Web 2.0? Melhor dizer mí­dia social ou colaborativa
25 de março de 2007, 2:12
O termo Web 2.0 não soa bem quando usado para benefí­cio privado, ao invés de defender os valores por trás do conceito. Sempre existiu a caracteristica que diferencia a internet das mí­dias tradicionais.
Por Juliano Spyer

Logo que comecei a ouvir falar em Web 2.0, imaginei uma espécie de condomí­nio virtual privado – um espaço desenvolvido por mega-corporações, acessí­vel por um canal diferenciado do da internet comum, funcionando como uma plataforma de publicação mais controlada e protegida e oferecendo soluções de e-commerce e vantagens para usuários com acesso rápido. Nada disso.
Na verdade Web 2.0 se refere a uma relação de caracterí­sticas que supostamente diferenciam novos sites daqueles que naufragaram com o estouro da bolha da internet na virada do século.
A idéia foi lançada em 2004 pela O’Relly Media, uma editora e empresa de comunicação; se tornou o nome de uma conferência que acontece anualmente nos Estados Unidos e daí­ se alastrou a ponto de uma busca pelo Google indicar a existência de centenas de milhares de páginas fazendo referência ao assunto.

Existe assunto mais hipermoderno que este? Metalinguagem pura! Fiquei encantada principalmente com esta parte do texto: Considerando a comunicação de duas vias, de várias ou muitas pessoas entre si como o elemento diferenciador da internet em relação às tecnologias de mí­dia precedentes, não houve quebra de paradigma que justifique a denominação Web 2.0. É exatamente a mesma idéia que defende o sociólogo Gilles Lipovestky (o senhor que me inspirou a nomear este site) quando ele fala que não houve quebra de paradigma (que os pós-modernos tanto clamam) nesta passagem - que aliás, ainda nos encontramos nela - de tempo que justificasse o uso da palavra pós-modernidade. Há apenas o hiper, o maximizado, e não mudanças radicais que implicariam em uma nova ERA da humanidade. Historicamente, e linearmente, temos a Pré-História, a Antiguidade, a Idade Moderna e a Idade Contemporânea, na qual a modernidade se encaixa, assim como os movimentos estéticos dela (tudo aquilo que a gente aprendeu nas aulas de Literatura e História… lembra? Poizé, eu não lembro muito bem também) e… só. Para não começar a (me) complicar muito, vou me ater somente à passagem para o século XXI, quando houve o BOOM das novas tecnologias e tinha gente que profetizava que com a internet os livros de papel sumiriam, assim como os jornais e revistas impressas. Pessoalmente, ainda não vejo nenhuma graça em e-books, e as grandes empresas de comunicação continuam aí­, firmes e fortes, com seus jornais e revistas em papel, sensí­veis ao toque e cheiro e que ocupam MUITO lugar no espaço de sua casa, por exemplo. A internet veio para acrescentar muita coisa, mas não pra substituir*. O mesmo acontece com essa história de web 2.0. Não é uma outra internet, algo separado ou elitizado, é apenas a evolução natural da internet, a internet maximizada (só pra usar o termo de novo), ou como diz o autor do texto: mí­dia social e internet colaborativa. Sites que você já está acostumado a utilizar, como o Orkut (Google e adjacentes), o MySpace, o IAM, o del.icio.us, a Wikipedia, o PBWiki e centenas de outros exemplos espalhados por aí­. Ok, me empolguei agora e provavelmente devo ter soltado alguma besteira no texto acima (estou escrevendo como blogueira e pessoa fí­sica, e não como acadêmica ou jornalista, então me perdoem se eu cometi algum erro histórico graví­ssimo e, por favor, me corrijam). Anfam. Fica aí­ a dica pra quem tiver curiosidade e quiser saber mais sobre essa tal de Web 2.0. =) Bom dia pra todo mundo, agora são sete horas da matina e eu vou dormir!

*Com muito menos dinheiro e recursos uma pessoa fí­sica, uma jane doe qualquer, pode espalhar seus pensamentos e opiniões pelo mundo afora, graças à maravilhosa internet - coisa praticamente inimaginável há 20 anos. Como você conseguiria falar com milhares de pessoas, dezenas ao mesmo tempo (via MSN por exemplo), alcançar seu amigo lá no outro lado do mundo ao simples clique de um aparelhinho chamado mouse? Esses eram benefí­cios de grandes empresas apenas, e gente rica. Hoje você pode fazer (quase) o mesmo com sua linha discada (ainda conheço muita gente que usa internet discada, ta bom?) e seu blogue gratuito. Fantástico!